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15/08/2015 01:19 -03 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02

O que os gringos estão falando sobre a crise?

EVARISTO SA via Getty Images
Brazilian President Dilma Rousseff attends the launching ceremony of the Investment Program in Energy at Planalto Palace in Brasilia, on August 11, 2015. Analysts say Brazil's once booming economy suffers deep underlying illnesses, notably the massive corruption scandal unfolding at national oil company Petrobras and rippling across other top companies and into political circles. It is also on the brink of recession. According to a recent poll that put Rousseff's approval rating at eight percent, she is now Brazil's most unpopular democratically elected president since a military dictatorship ended in 1985. AFP PHOTO / EVARISTO SA (Photo credit should read EVARISTO SA/AFP/Getty Images)

Muito se fala sobre a crise brasileira aqui dentro. E no exterior? O que os veículos de mídia estrangeiros contam sobre o momento delicado que o Brasil vive sob o governo estremecido da presidente Dilma Rousseff?

Separamos abaixo um pouco do que os principais jornais do mundo têm falado sobre a crise por aqui. Ah! Durante nossa seleção, priorizamos veículos de grande alcance e que mantêm correspondentes em nosso País.

Faltou algum? Conta para a gente nos comentários.

Forbes

A publicação americana adotou um tom pessimista ao falar sobre a crise, que diz ser muito mais política do que econômica. "Não há solução a médio ou curto prazo para a crise, por causa da incerteza judicial que envolve o escândalo da Petrobras", afirma o texto.

"Há aqueles que acreditam que o impeachment ou a renúncia de Dilma ao cargo pode ser positiva e pode colocar um fim à crise. No entanto, isso pode ser como deixar a raposa cuidar do galinheiro."

A analogia de Kenneth Rapoza afirma que se, por um lado, a saída de Dilma do governo pode dar mais segurança ao mercado e despertar novos investimentos estrangeiros, por outro lado, o vácuo no poder político pode trazer ainda mais incertezas.

"Esses caras não são santos", afirma sobre o PMDB.

El País

Para os espanhóis, a crise brasileira é tripla: política, econômica e ética.

"É improvável que a pressão dos que exigem a saída de Rousseff por suspeitas de ter financiado sua campanha eleitoral com dinheiro de corrupção acarrete um impeachment, mas a tensão é evidente e pode desencadear mudanças nas alianças políticas."

De acordo com o editoral, publicado há uma semana, os próximos meses devem ser decisivos para a retomada do crescimento brasileiro. "É a hora da responsabilidade: para o governo, mas também para a oposição."

New York Times

"Uma cruzada anticorrupção varrendo o Brasil e encurralando importantes figuras políticas, uma após a outra, e jogando o país em convulsão em um momento que o estado de espírito nacional está azedando e a economia se recupera de uma recessão dolorosa."

Foi dessa forma que o jornal americano descreveu o momento que o Brasil atravessa. Escrito por Simon Romero, chefe da publicação no Brasil, o texto narra toda a trajetória de Dilma desde a reeleição, culminando na baixa taxa de aprovação do último mês.

"De qualquer maneira, muitos eleitores afirmam que Dilma é responsável por não reduzir a corrupção em seus próprio governo e por políticas que são vistas como responsáveis pelo agravamento da crise econômica."

Clarín

Eleonora Gosman, correspondente do jornal argentino em São Paulo, descreve a situação como de "fragilidade política que não cede".

Em outro texto, o Clarín comenta a importância do papel do presidente do Senado, Renan Calheiros, descrevendo o senador como "sócio-chave" do PT.

Guardian

O texto do jornal do Reino Unido questiona se as coisas podem ficar piores para Dilma e descreve a última semana como "a mais dura de sua presidência" e afirma que o Partido dos Trabalhadores luta para garantir a autoridade da mandatária e classifica o impeachment como "improvável".

"Os inimigos da presidente estão considerando vários pretextos, inclusive investigações em curso sobre irregularidades orçamentárias e violações no financiamento de campanha."

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