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Presidente do Clube Militar prevê cenário de 'guerra civil' e intervenção militar se Lava Jato chegar a Dilma ou Lula

14/08/2015 13:11 -03 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
Daniel Teixeira/Estadão Conteúdo

O general da reserva Gilberto Pimentel, que preside o Clube Militar, divulgou uma nota na página da entidade em que prevê ‘reações’, caso as investigações da Operação Lava Jato cheguem em algum momento à presidente Dilma Rousseff ou ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva – ambos do PT.

Para Pimentel, é preciso que os governantes tenham ‘juízo’ neste momento. Segundo o general, uma eventual reação do ‘Exército do Stédile’ – em referência ao líder do Movimento Sem-Terra (MST), João Pedro Stédile – pode levar o País para um cenário como aquele visto em 1964, quando os militares derrubaram o então presidente João Goulart.

“Seja que manifestação de força ilegal for, nos remeterá a um quadro que pode se tornar insustentável à Democracia construída com o sangue e o suor de tantos brasileiros. Lembram de 1964? E aí? Aceitaríamos o caos ou um outro Poder constituído convocaria a Força Legal que dispomos? (sic)”, escreveu Pimentel.

O general ainda não escondeu a irritação com o programa de TV exibido pelo PT na semana passada, afirmando ao final da sua nota que “esse grupo que hoje dirige o Brasil nada aprendeu”. “Pior, finge governar um outro País que não o nosso. Juízo senhores governantes. Assumam seus erros. O Brasil já pagou caro demais! (sic)”, finalizou.

Para quem não conhece, o Clube Militar é uma entidade que reúne oficiais da ativa e da reserva das Forças Armadas desde 1887 e que já teve como presidentes nomes como Deodoro da Fonseca e Eurico Gaspar Dutra – ambos também ex-presidentes do Brasil.

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