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Presidente da Nigéria dá prazo de 3 meses para o Exército acabar com o Boko Haram

14/08/2015 13:44 -03 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
AP Photo

O presidente da Nigéria, Muhammadu Buhari, estipulou aos novos chefes militares um prazo de três meses para derrotar o grupo jihadista Boko Haram, que só em julho assassinou mais de 700 pessoas na Nigéria e nos países vizinhos.

"É necessário que se preparem e continuem se unindo para conseguir uma força conjunta coordenada que traga o esperado final dos insurgentes em menos de três meses", afirmou Buhari durante um evento em Abuja, a capital, em que os novos chefes militares tomaram posse e juraram seus cargos, na última quinta (13).

"As atividades destes grupos e indivíduos equivocados provocaram a destruição indiscriminada de vidas e propriedades de nossos cidadãos, assim como a interrupção da vida socioeconômica de milhões de nigerianos", acrescentou o Buhari. Desde que o novo presidente tomou posse, em 29 de maio, ele prometeu intensificar a luta contra o grupo extremista Boko Haram, que qualificou de "irreligioso" e "descerebrado", e os jihadistas intensificaram sua campanha de terror.

Só em julho, foram pelo menos 45 ataques que causaram 714 vítimas mortais, um terço de todas as mortes registradas em 2015, segundo dados das forças de segurança e dos serviços de emergência.

Buhari também pediu aos novos comandantes que garantam o treinamento de todos os membros do Exército e que os dotem de equipamentos necessários antes de enviá-los ao combate, em referência às centenas de soldados que desertaram durante a luta contra o Boko Haram por falta de recursos. "Também devem assegurar que cumpram as leis e os padrões internacionais durante o exercício de suas tarefas", insistiu o presidente nigeriano.

Recentemente, a Anistia Internacional (AI) denunciou em um relatório a morte de 8.000 pessoas pelo Exército nigeriano durante a luta contra o Boko Haram no nordeste do país, o que qualificou de crimes de guerra e possíveis crimes contra a humanidade.

Desde fevereiro uma força multinacional combate o Boko Haram no nordeste da Nigéria e na fronteira com Chade, Camarões e Níger, uma ofensiva que durante meses conseguiu grandes avanços contra o grupo jihadista, mas que agora parece estagnada pela maior mobilidade dos extremistas.

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