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Kerry viaja a Cuba para celebrar nova política dos EUA para o país

14/08/2015 12:08 -03 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
Reuters

Após 54 anos de hostilidades, o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, chegou nesta sexta-feira (14) em Havana nesta para içar a bandeira dos Estados Unidos e celebrar a nova política de seu país para Cuba.

O hasteamento da bandeira é um ato carregado de simbolismo para as mudanças na relação bilateral. As duas embaixadas, no entanto, foram reabertas há quase um mês, no dia 20 de julho.

"Esta é uma ocasião memorável, um dia para deixar de lado velhas barreiras e para explorar novas possibilidades", afirmou Kerry em seu discurso, fazendo um agradecimento especial ao papa Francisco, que teve papel fundamental na reaproximação entre os dois países, anunciada em dezembro do ano passado.

"O tempo agora é de ficarmos mais próximos, como dois povos que não são mais inimigos ou rivais, mas vizinhos", enfatizou, arriscando algumas frases em espanhol no discurso.

Kerry se reunirá com o ministro das Relações Exteriores cubano, Bruno Rodríguez, o arcebispo da Igreja Católica em Havana, Jaime Ortega, e com alguns dissidentes selecionados. Empresários norte-americanos também fazem parte da comitiva dos EUA, em busca de negócios na ilha.

De agora em diante, os diplomatas cubanos e norte-americanos terão de discutir a próxima fase da distensão: como expandir os laços econômicos, com medidas como voos diretos e serviços de correio. Os EUA querem resolver denúncias que datam de meio século, de cubanos exilados que reclamam por ter perdido milhões de dólares ao terem suas propriedades confiscadas depois da Revolução Cubana.

Havana tem também suas reclamações, como indicou o ex-líder Fidel Castro em coluna publicada em jornal estatal na quinta-feira (13), onde disse que Washington deve "muitos milhões de dólares" à ilha pelos danos causados pelo embargo econômico.

Quando anunciou, junto com Raul Castro, a reaproximação, Barack Obama disse que daria passos para dar mais poder ao povo cubano, suavizando o embargo comercial com várias medidas executivas para facilitar as viagens dos norte-americanos em Cuba e o comércio com a crescente classe empresarial dessa nação.

Oito meses depois, Cuba já pediu em várias ocasiões o fim total do embargo. O Congresso dos EUA, porém, resiste a ceder nesse ponto, o que dificulta um avanço.

(Com informações das agências de notícias)

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