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Quem é o ex-vereador do PT preso na Operação Lava Jato, suspeito de receber quase R$ 40 milhões em propina

13/08/2015 16:38 -03 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
Reprodução/Twitter

A 18ª fase da Operação Lava Jato, batizada como "Pixuleco II" teve um único alvo de mandado de prisão temporária: Alexandre Romano. Também conhecido como "Chambinho", ele foi o vereador mais votado no município de Americana, interior de São Paulo, em 2000. Foi também o mais jovem a assumir o cargo, aos 24 anos.

A popularidade de Romano deve-se ao fato de ele ser filho de João Batista de Oliveira Romano, um ex-prefeito da cidade. Em 2003, o ex-vereador licenciou-se do mandato de quatro anos na Câmara para atuar como secretário de Meio Ambiente de Americana. Na época, a prefeitura era comandada por Erich Hetlz, do PDT, em uma chapa composta pelo PT. Em agosto de 2013, Romano desfiliou-se do partido.

Após deixar a vida política, Romano abriu um escritório de advocacia em São Paulo. Segundo fontes do Estado de S. Paulo, as amizades construídas pelo ex-vereador com a cúpula do PT, incluindo o ex-ministro José Dirceu, foram mantidas e serviram como clientes de seu escritório.

Em sua conta no Twitter, Romano fala de baladas, exalta o PT e seu time de futebol, o Corinthians.

romano

Romano é apontado pela Polícia Federal como operador de um esquema que desviou até R$ 52 milhões em contratos no Ministério do Planejamento. O ex-vereador teria sido o responsável por arrecadar e distribuir cerca de R$ 40 milhões em para intermediar contratos entre a empresa Consist e a pasta.

Ele foi preso na manhã desta quinta-feira (13) no aeroporto de Congonhas, na capital paulista, enquanto se preparava para viajar, e levado para a sede da Polícia Federal na cidade. Ele deixou o local nesta tarde e será levado de carro para Curitiba, onde são conduzidas as investigações da Operação Lava Jato.