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Em ano de crise, Banco do Brasil lucra R$ 3 bilhões de abril a junho

13/08/2015 13:57 -03 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
Estadão Conteúdo

O Banco do Brasil reportou lucro do segundo trimestre quase em linha com as previsões, com maiores receitas de tarifas e o controle das despesas administrativas ofuscados pela fraca expansão do crédito e maiores despesas de provisão para calotes.

De abril a junho, o lucro líquido do maior banco do país por ativos somou 3 bilhões de reais, alta de 6,3% ante mesmo período de 2014. Em bases recorrentes, o lucro foi de 3,04 bilhões de reais, alta anual de 1,3% e previsão média de analistas ouvidos pela Reuters de 2,978 bilhões.

O resultado publicado nesta quinta-feira (13) mostrou que o BB praticamente parou de ofertar crédito. No fim de junho, a carteira ampliada do BB somava 776,8 bilhões de reais, estável sobre março, alta de 8% sobre um ano antes. Embora tenha ficado abaixo da faixa definida para 2015 no país, o BB manteve a previsão do ano.

Ano a ano, os destaques de alta foram o crédito imobiliário (+39,5%) e para o governo (+51,7%), enquanto as linhas de cheque especial (-9,4 por cento), de automóveis (-3,9%) e para pequenas e médias empresas (-3,3%) encolheram.

Mesmo com o foco do banco nas linhas de menor risco, o BB registrou leve piora na qualidade da carteira. O índice de inadimplência acima de 90 dias fechou o trimestre a 2,04%, pouco acima do 1,99% de igual etapa de 2014, a despeito do declínio de 0,1% na base sequencial.

Entre os pontos positivos do período, ficaram o aumento anual de 6,9% das receitas com tarifas, a 6,46 bilhões de reais, e o controle das despesas administrativas, que cresceram 7,9% na mesma comparação, dentro do previsto pelo BB.

Ainda assim, a rentabilidade sobre o patrimônio líquido de 14,1 por cento no trimestre caiu dois pontos percentuais ante mesma etapa do ano passado. Na mesma comparação, a rentabilidade ajustada caiu 2,9 pontos, para 14,2%.

O BB elevou a previsão para a margem financeira bruta em 2015, da faixa de 9% a 13% para a de 11% a 15% por cento.

O Conselho de Administração do BB aprovou a distribuição de 39 milhões de reais em dividendos e 347,3 milhões em juros sobre capital próprio aos acionistas, com pagamento em 1º de setembro.

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