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Dilma critica elite do Brasil e defende Cuba e Mais Médicos em discurso para movimentos sociais

13/08/2015 18:34 -03 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
MONTAGEM/CHARLES SHOLL/F. PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Na tentativa de estancar a crise, a presidente Dilma Rousseff tem apostado em uma série de compromissos públicos e em conversas com diferentes atores da sociedade civil. Nesta quinta-feira (13), ela comandou o evento "Diálogo com Movimentos Sociais, em Brasília.

Ainda adotando o discurso "nós contra eles", a petista fez mais uma crítica à "elite" do Brasil:

A presidente foi ovacionada — uma demonstração de que o apoio das lideranças sociais a ela não minguou:

A presidente voltou a admitir que o País passa por um momento difícil — sem mencionar a palavra "crise".

"Não podemos negar a realidade: que estamos passando por dificuldades. Nem movimento social nem governo pode negar. Quando a gente não enfrenta, é outra coisa. Mas estamos enfrentando. Esta travessia vai ser feita sem retrocesso."

A presidente exaltou o governo cubano, que permitiu o recrutamento de médicos do país para o programa Mais Médicos.

"Eles [Cuba] nos deram as condições para os acordos que fizemos com a Opas (Organização Pan-Americana da Saúde), as condições para implantar o nosso programa com muito mais rapidez e velocidade", defendeu.

Dilma relembrou o caso da estudante Ana Luiza Lima, que fez um discurso pró-Mais Médicos na comemoração dos dois anos do programa.

"Essa menina, que é extremamente valorosa, fez um discurso que comoveu um grande número de pessoas. Ela saiu daqui e foi muito maltratada na internet — maltratada da forma como a gente conhece, quando se trata de mulher."

Ana Luiza afirmou no Facebook que foi chamada de "vadia" e "médica vagabunda".

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