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Após levantar discussão sobre aborto, menina de 11 anos dá à luz no Paraguai

13/08/2015 16:52 -03 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
NICOLAS ASFOURI via Getty Images
TO GO WITH Thailand-social-health-sex,FEATURE by Amélie BOTTOLLIER-DEPOIS This picture taken on October 29, 2013 shows pregnant teenager Ying (L), 16, standing with another pregnant woman (R) at the Association for the Promotion of the Status of Women (APSW) in Bangkok. Despite its anything-goes image, Thailand has a conservative streak, meaning that young people are told to abstain from intercourse altogether instead of being educated about using protection, a situation that experts say has driven soaring rates of teenage pregnancy. AFP PHOTO / NICOLAS ASFOURI (Photo credit should read NICOLAS ASFOURI/AFP/Getty Images)

A Anistia Internacional informou nesta quinta-feira (13) que uma criança de 11 anos deu à luz no Paraguai, após seu caso levantar uma discussão sobre o aborto no país.

A menina engravidou aos dez anos de idade, depois de ser estuprada pelo seu padrasto e seu caso levantou uma discussão no país sobre o aborto.

De acordo com o comunicado da organização, o nascimento do bebê é "um lembrete trágico da necessidade urgente do Paraguai em rever sua draconiana lei anti-aborto".

A diretora da Anistia Internacional para a América, Erika Guevara, disse que a menina e o bebê passam bem, mas que ela tem sorte de estar viva. "Apenas o tempo vai dizer a verdadeira extensão das consequências físicas e psicológicas".

A gravidez da menina foi descoberta após sua mãe a levar no médico, desconfiada com o aumento da barriga da filha, e com as constantes queixas de dor no estômago. De acordo com a Anistia Internacional, o diagnóstico tardio foi uma falha do Estado.

No Paraguai, o aborto só é permitido quando a vida da mãe está em risco. Em todos os outros casos o procedimento é um crime.

Segundo o jornal ABC do Paraguay, a guarda da bebê vai ficar com a avó. No entanto, ela deve ser criminalizada por omissão, visto que, segundo autoridades, sabia dos abusos sofridos pela menina.

"Essa menina já sofreu o suficiente com o abuso sexual e uma gravidez resultante de um estupro. As autoridades do Paraguai devem agora garantir que ela tenha acesso aos serviços de saúde que ela precisa, que ela possa continuar estudando e que sua família imediata receba ajuda psicológica, econômica e social", afirmou a Anistia, falando ainda que a história ilustra uma violação aos direitos humanos.

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