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O passado da 'Bruxa do 71': Atriz que viveu dona Clotilde foi guerrilheira que lutou contra fascismo na Espanha

12/08/2015 18:08 -03 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
Montagem/Wikipédia/Reprodução SBT

Um post com imagens atribuídas à intérprete da personagem dona Clotilde, do seriado Chaves, ganhou bastante repercussão nesta semana no Facebook. Segundo a postagem, a atriz, quando jovem, foi uma guerrilheira que lutou "contra a ditadura fascista do general Francisco Franco na Espanha".

clotilde

Pedimos para que nossos parceiros do Boatos.org verificassem a autenticidade das imagens. O site descobriu que as fotos das mulheres jovens são, na verdade, da atriz e cantora espanhola Sara Montiel e da atriz mexicana María Félix.

Mas Angelines Fernández realmente foi uma ativa opositora à ditadura de Franco.

"Em sua juventude, [a atriz] chegou a lutar nas guerrilhas antifranquistas antes de emigrar para o México, em 1947", escreveu o colunista do El Pais Carlos Dávalos no texto Los Niños de América Latina.

No último domingo (9), o El Nacional, um dos principais jornais da Venezuela, trouxe uma reportagem intitulada El pasado de "La Bruja del 71", em que confirma a trajetória política de Angelines.

"A vida dela estava em risco na Espanha, mas ela nunca pode ser considerada refugiada no México", diz o texto.

O regime instituído em meio à Guerra Civil Espanhola (1936-1939) manteve Franco no poder até 1975, ano de sua morte.

As guerrilhas antifranquistas (ou maquis) foram grupos de autodefesa de fugitivos da ditadura de Franco, mesmo após o fim da guerra civil. Para saber como funcionavam, assista ao documentário do canal History Channel Iberia.

Angelines no México

Em 1950, três anos depois de sua chegada ao México, Angelines Fernández começou a carreira artística na peça Un Corazón con Freno y Marcha Atrás.

Foi pioneira no cinema mexicano, tendo atuado em 14 filmes, como o clássico El Esqueleto de la señora Morales (1960).

Ingressou no elenco de Roberto Gómez Bolaños "Chespirito", em 1971, e por isso sua personagem em Chaves foi apelidada de "Bruxa do 71", de acordo com o site Chespirito.org.

Alcançou sucesso em toda a América Latina com as personagens da turma de Chaves e Chapolin.

Morreu de câncer de pulmão em 1994, coincidentemente com 71 anos.

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