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Anderson Silva culpa 'viagra contaminado' para tentar escapar de punição por doping no UFC

12/08/2015 12:06 -03 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
Montagem/AP

O lutador brasileiro Anderson Silva será julgado nesta quinta-feira (13), pela Comissão Atlética de Nevada (EUA), por conta de resultados positivos para o uso de substâncias proibidas antes da luta contra o americano Nick Diaz, no UFC 183, realizado em 31 de janeiro em Las Vegas (EUA). A linha de defesa já foi apresentada nesta semana e já deu o que falar.

O documento, assinado pelo advogado do ‘Spider’, Michael Alonso, aponta a admissão do brasileiro de ter feito uso de substâncias proibidas: a drostanolona, androsterona, temazepam e oxazepam. As duas últimas – aceitadas pela Agência Mundial Antidoping (WADA), mas proibida pela Comissão Atlética de Nevada – seriam encontradas em medicamentos ansiolíticos usados por Anderson antes da luta.

As demais substâncias que aparecem nos exames, de acordo com a defesa, envolvem contaminação.

“Silva estava administrando ou usando um suplemento com o propósito de melhora na performance sexual, e o teste deste suplemento mostrou que ele estava contaminado com drostanolona. O suplemento contaminado é a causa da presença de drostanolona na urina de Anderson”, diz trecho da página 10 da defesa do ex-campeão dos Médios do UFC.

A defesa do brasileiro aponta ainda o fato de que dois laboratórios diferentes, para os quais Anderson cedeu amostras, encontraram resultados distintos, razão essa para que algumas das acusações sejam descartadas. Alonso completa ainda afirmando que outras inconsistências nos testes não devem render punições ao lutador.

Quanto ao resultado da luta – Anderson venceu por decisão unanime dos juízes, mas o resultado acabou modificado para ‘no contest’, que significa que não há decisão –, a defesa não solicitou que o brasileiro volte a ser declarado como vencedor. Se condenado, o lutador pode ser suspenso por até dois anos.

Relembre o caso

Anderson Silva falhou em mais de um teste – um deles for a de competição – feito ao longo da sua preparação para o UFC 183, que marcaria o seu retorno ao evento após mais de um ano, desde a grave lesão sofrida diante do americano Chris Weidman, em dezembro de 2013.

O brasileiro testou positivo para drostanolona duas vezes – uma no dia 31 de janeiro, e outra no dia 9 de janeiro. Para androsterona, Anderson foi flagrado no exame feito antes da luta. Entre as duas datas, um exame feio no dia 19 de janeiro deu negativo para todas as substâncias.

Desde o início, o ex-campeão dos Médios negou ter cometido qualquer ilegalidade. Entretanto, ele acabou retirado do reality show The Ultimate Fighter (TUF), no qual seria um dos treinadores ao lado de Maurício Shogun.

Desde de 18 de fevereiro, Anderson está suspenso temporariamente pela Comissão Atlética de Nevada. A data do julgamento chegou a ser adiada por três oportunidades, a pedido da defesa do brasileiro, que alegou a necessidade de “mais tempo” para se preparar.

O presidente do UFC, Dana White, já declarou que ainda espera ver Anderson de volta ao octógono, tão logo a sua situação seja resolvida. Aos 40 anos, o Spider é considerado o melhor lutador da história entre todos os pesos. Ele é o recordista de defesas de cinturão no Ultimate (10) e em vitórias consecutivas no evento (16).

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