NOTÍCIAS

Governo de Dilma Rousseff traça plano de não perder 'pelo menos' um terço da Câmara para barrar impeachment

10/08/2015 09:29 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:53 -02
Montagem/Estadão Conteúdo

Após a reunião deste domingo (9) com a cúpula do governo federal no Palácio da Alvorada, em Brasília, a presidente Dilma Rousseff (PT) definiu algumas estratégias para tentar recompor não só a sua base aliada no Congresso Nacional, mas também barrar qualquer investida acerca do impeachment.

Segundo a coluna Painel, do jornal Folha de S. Paulo, aliados definiram como 200 o número mínimo de deputados para garantir que nenhum processo de impeachment avance na Câmara dos Deputados. Para governistas e petistas, um dos vários processos deve ser aceito pelo presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em mais um capítulo da crise com o Planalto.

Para que um procedimento de impeachment seja admitido, é preciso que dois terços da Câmara (342 parlamentares, de um total de 513) votem favoravelmente, conforme expõe o artigo 86 da Constituição Federal. Assim sendo, o governo Dilma precisa manter uma margem mínima de 171 deputados aliados para não permitir qualquer avanço nesse tema.

Depois dos movimentos da semana passada, Dilma pretende se reunir nos próximos dias com lideranças de cada partido da base aliada no Congresso Nacional. A meta é aproximar a presidente do parlamento, ouvir pedidos e queixas, e colocar ‘panos quentes’ em eventuais discórdias, como as que fizeram PDT e PTB declararem independência do governo.

Além de tentar apaziguar os ânimos junto aos aliados, Dilma espera ter a oportunidade de explicar que tipo de reforma ministerial virá por aí.

A diminuição dos atuais 39 ministérios é aguardada para as próximas semanas, embora especula-se nos bastidores de que nada será alterado até a primeira leva de denúncias do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, no que tange o envolvimento de políticos na Operação Lava Jato.

SIGA NOSSAS REDES SOCIAIS:


LEIA TAMBÉM

- Conheça as 15 coisas que você deve saber na semana em que atos a favor e contra o impeachment de Dilma tomarão conta do Brasil

- Impeachment: Com cenário de incertezas, manifestação do dia 16 será o fiel da balança

- ASSISTA: Abalada, Dilma diz que aguenta pressão e ameaças

- ASSISTA: "Cunha está preparando o terreno para assumir a presidência", diz petista