ENTRETENIMENTO

'Eu quero a Cultura viva!': Campanha quer salvar emissoras de TV e rádio (VÍDEO)

10/08/2015 13:29 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:53 -02

Nesta segunda-feira (10), um ato-show acontece na Lapa, em São Paulo, contra o desmonte das emissoras de rádio e TV Cultura, da Fundação Padre Anchieta, com artistas, ativistas de organizações, funcionários e ex-funcionários da empresa pública. O link acima te dá mais informações sobre o evento.

As emissoras têm enfrentado grave crise financeira nos últimos anos. Empregados têm sido demitidos, programas têm sido terminados e há sucateamento na infraestrutura das produções, entre outros agravantes, conta o blog Intervozes, da Carta Capital.

Para impedir o desmonte da emissora que produziu clássicos da TV brasileira, como Castelo Rá-Tim-Bum, O Mundo da Lua, Cocoricó, Vitrine, Viola, Minha Viola e Confissões de Adolescentes, entre vários outros, a campanha Eu quero a Cultura viva! lançou o vídeo acima no último domingo (9), além deste abaixo-assinado.

A campanha mira no governador de SP, Geraldo Alckmin, no diretor-presidente da Fundação Anchieta, Marcos Mendonça, e ao Conselho Curador da Cultura.

No vídeo, apresentadores e atores da emissora, como Luciano Amaral – conhecido por interpretar Pedro, em Castelo-Rá-Tim-BumSabrina Parlatore – ex-apresentadora do Vitrine – e Gabi França – do Cartãozinho Verde –, aparecem e fazem seus apelos.

"A melhor emissora pública do Brasil, minha, sua, nossa, de todos os brasileiros, ela tá acabando e precisa de ajuda", diz Amaral, na campanha.

O manifesto do abaixo-assinado diz:

"Vamos lutar para impedir o desmanche da Cultura. Queremos a Cultura Viva, refletindo a diversidade e a pluralidade do povo paulista e brasileiro. Queremos a Cultura Viva, mas queremos que ela seja ainda mais pública, que ouça a sociedade, que espelhe de forma criativa a complexidade e a efervescência cultural do nosso estado e do Brasil".

Em contraponto, a Cultura disse ao Zero Hora, em julho, que as recentes demissões ocorreram por causa do atual quadro econômico do País. "Mesmo com os cortes, a TV Cultura não sofrerá alterações na sua programação e todos os programas serão mantidos", reporta o ZH.

A emissora disse ao jornal que, apesar dos atuais problemas financeiros, atingiu 80% de alcance de sua programação, chegando a mais 20 estados. O canal aberto está acessível a 117 milhões de pessoas.

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