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10/08/2015 22:15 -03 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02

As 5 frentes de batalha do governo para salvar Dilma

Montagem/Fotos Públicas/Estadão Conteúdo

A uma semana das manifestações contra o governo, a presidente Dilma Rousseff acionou seu exército para tentar reverter o cenário negativo.

Depois do vice-presidente Michel Temer ter reconhecido que a situação é grave e dito que é preciso que Congresso unifique o País, a oposição viu espaço para se posicionar.

O PSDB aproveitou o discurso de Temer para fazer um apelo aos brasileiros para que compareçam as manifestações e exijam novas eleições.

Ao mesmo tempo, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), teria traçado uma estratégia para aceitar um dos pedidos de impeachment contra a presidente sem se vincular ao processo.

No meio do fogo cruzado, a presidente elegeu algumas armas para enfrentar a batalha. Saiba quais são:

1 - Movimentos sociais

A cada manifestação contra o governo, a primeira reação da presidente é dizer que vai abrir diálogo com os movimentos sociais. Desta vez não foi diferente. Assim como nos protestos de 2013, a presidente agendou uma reunião na quinta-feira (13) com entidades como a União Nacional dos Estudantes (UNE), o Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST), a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Confederação dos Trabalhadores na Agricultura (Contag).

Próximo a maior manifestação deste ano, a do dia 15 de março, a CUT já tinha sido acionada para defender o governo. O movimento marcou uma mobilização para o dia 13, que atraiu pouquíssimos militantes e não conseguiu ofuscar a do dia 15. Desta vez, a presidente também tenta pegar carona na Marcha das Margaridas, organizada pela Contag, que tradicionalmente invade às ruas de Brasília. Este ano, a passeata será na quarta-feira (12).

2 - Senado federal

Isolada na Câmara dos Deputados, a presidente fez o possível para reatar com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). O peemedebista teve papel fundamental no primeiro mandato da presidente, mas ficou ofendido com a aparição do seu nome entre os citados na Operação Lava Jato. Renan acredita que o Planalto poderia ter evitado essa exposição.

O apelo já surtiu efeito. Nesta segunda-feira (10), Renan mudou o tom do discurso e disse que priorizar o impeachment é o mesmo que botar fogo no País.

Além de Renan, a base do governo no Senado é um pouco mais folgada. São 62 de 81 parlamentares ao lado da mandatária. Uma das táticas é aproveitar esses votos para tentar reverter as derrotas na Câmara.

3 - Ministros e ministérios

A presidente também fez um apelo aos ministros, principalmente aos petistas, que atendam os parlamentares e ajudem a recompor a base aliada. Diante a queixa de alguns deputados de que tem ministro que não os atende, a ordem é ser afável e evitar intrigas.

Paralelo ao pedido feito aos ministro, a Dilma mira em outra face da Esplanada para mostrar que está empenhada em “cortar na carne”, se for preciso. Ela pediu um estudo para reduzir os 38 ministérios. A medida também atende aos conselhos de Renan e do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

4 - Prefeitos e governadores

Dependentes de recursos do governo federal, prefeitos e governadores foram as primeiras apostas do Planalto. Antes do retorno do recesso do Congresso, a presidente se reuniu com os governadores e pediu apoio e compromisso com as contas públicas.

Em uma carta à sociedade brasileira, sem citar o impedimento da presidente, os prefeitos foram contra o que chamaram de “radicalismos que aprofundam a crise” e falaram em possível retrocesso de avanços conquistados com muito esforço pelo povo brasileiro.

5 - Base fiel

Para travar os pedidos de impeachment na Câmara, o núcleo do palaciano calculou que precisa de pelo menos 200 deputados fiéis. De acordo com a Folha de S.Paulo, o plano do governo é construir essa zaga a partir desta semana.

Embora quatro pedidos de impedimento da presidente já tenham sido arquivados, há ainda outros dez em análise pela Casa. Caso algum vá ao plenário, são necessários dois terços dos 513 votos (342) para que o processo seja aberto.

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