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Dilma reconduz Janot ao cargo de procurador-geral, anuncia Cardozo

08/08/2015 16:20 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:53 -02
ANDRÉ DUSEK/Estadão Conteúdo

A presidente Dilma Rousseff vai reconduzir Rodrigo Janot ao cargo de procurador-geral da República por mais dois anos, anunciou neste sábado (8) o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. O mandato de Janot termina no dia 17 de setembro.

Agora, a Janot precisa ser aprovado pelo Senado e será submetido a uma sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Ele precisa a aprovação de ao menos 41 dos 81 senadores da Casa.

Rodrigo Janot foi o mais votado pelos procuradores do Ministério Público em eleição realizada na última quarta (5). O atual procurador-geral da República recebeu 799 votos, contra 46 do segundo colocado, Mário Bonsaglia, que hoje é subprocurador.

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O ministro da Justiça disse que a indicação de Dilma é sinal de "respeito à autonomia do Ministério Público".

Questionado a respeito da opinião do governo acerca de críticas à atuação de Janot na Operação Lava Jato, Cardozo disse que a Constituição "garantiu a liberdade investigatória àqueles que devem atuar nessa área."

Janot foi duramente criticado pela defesa de Eduardo Cunha (PMDB), o presidente da Câmara, que o acusou de constranger políticos e "sonegar" informações de seu inquérito à defesa.

Nesta quinta (6), Fernando Collor (PTB) xingou o chefe do Ministério Público de "fdp" em discurso no plenário. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), que também é investigado na Lava Jato, também criticou publicamente o procurador-geral da República.

O Ministério Público já divulgou nota a respeito da recondução de Janot para mais um mandato de dois anos. "A escolha da presidenta Dilma Rousseff acolhe, novamente, posicionamento da maioria dos membros do Ministério Público Federal, assegurando assim, de fato, a autonomia estabelecida na Constituição de 1988 a esta importante instituição da República".

Lava Jato

Ainda neste mês, Janot deve encaminhar ao STF as primeiras denúncias contra políticos investigados na Lava Jato. A expectativa é que entre os denunciados possa haver senadores, de cujo voto Janot depende para continuar no cargo por mais dois anos. Segundo o senador Romero Jucá (PMDB), no entanto, a presidente tem a promessa da aprovação de Janot por parte da base do governo no Senado, inclusive com o apoio de Renan.

(Com informações da Agência Estado)

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