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"Ele está preparando o terreno para assumir a Presidência da República", diz vice do PT na Câmara sobre Eduardo Cunha

07/08/2015 10:29 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02

FONTANA: “NÃO PODEMOS TOLERAR QUE A CÂMARA SEJA ENTREGUE A ALGUÉM SOB INVESTIGAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO”O deputado Henrique Fontana afirmou que o presidente da Câmara Eduardo Cunha realiza processos de chantagens e pressões em troca da condução de votação das contas pendentes de governos anteriores. Para Fontana, essa mesma conduta é utilizada contra delatores da Operação Lava-Jato que acusam Cunha de receber propina. Ainda em julho, Fontana anunciou que pedirá à CPI da Petrobras uma acareação entre Cunha e o lobista Julio Camargo, que o acusa de pedir US$ 5 milhões por contratos na estatal.

Posted by Henrique Fontana on Quinta, 6 de agosto de 2015

Irritado com as constantes derrotas de uma base governista esfacelada, o vice-líder do PT na Câmara dos Deputados, Henrique Fontana (RS), partiu para o ataque nesta quinta-feira (6). O parlamentar acusou o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de estar articulando um golpe institucional para levar ao impeachment da presidente Dilma Rousseff.

“Ele (Cunha) faz isso para preparar o terreno para um dos modelos de golpe institucional que levaria Eduardo Cunha à Presidência da República. E ele está sob investigação, então temos de ter calma nesta hora. O País não pode entrar em uma guerra, onde vale tudo”, afirmou Fontana, justificando que as novas CPIs e a votação das contas do governo comprovam isso.

FONTANA AFIRMA QUE PSDB SE UNE A CUNHA PARA DEFENDÊ-LO DAS ACUSAÇÕES DE CORRUPÇÃO E PROMOVER GOLPE CONTRA DILMAO deputado Henrique Fontana criticou duramente os últimos atos do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, que vem prejudicando o Brasil com sua condução à frente da Câmara. Para Fontana, desde o vazamento da delação premiada de Júlio Camargo, na investigação da Lava-Jato, em que afirma que Cunha pediu propina de US$ 5 milhões, o presidente, juntamente com a oposição, tem articulado ações e promovido um ambiente de golpe institucional dentro do parlamento brasileiro. "Está cada vez mais evidente que o presidente Cunha está usando o cargo para promover sua defesa e um golpe institucional", acompanhe o vídeo: Mais em:http://www.henriquefontana.com.br/henriquefontana/noticias/item?item_id=2472693

Posted by Henrique Fontana on Quinta, 6 de agosto de 2015


“Ele é presidente há seis meses da Câmara e nunca votou contas (de presidentes da República). De repente, exatamente uma semana depois que um delator da (Operação) Lava Jato diz que ele chantageou para receber US$ 5 milhões, ele anuncia que vai para oposição, que vai implantar quatro CPIs – todas sem o PT – e que vai colocar em votação as prestações de contas, que são um dos caminhos para o chamado golpe institucional, porque aqui não é impeachment, é golpe institucional”.

Na opinião de Fontana, “é hora de baixar as armas” se a meta é caminhar em direção ao fim da crise.

Como vem fazendo reiteradamente, Cunha negou veementemente qualquer manobra, seja para prejudicar o governo ou mesmo para levar a um processo de impeachment. “Não fiz manobra nenhuma e não combinei procedimento com quem quer que seja. A forma de tratar isso tem que ser séria, conforme a Constituição”, disse o peemedebista.

Na visão de Fontana, a culpa pelo atual momento também respinga em “setores da oposição” que estão “gostando do atual momento”. “Ele combina o seguinte: vou abrir caminho para um processo que possa levar ao impeachment da presidente Dilma e vocês me protegem (...). A chamada indignação contra a corrupção do DEM e do PSDB é seletiva, porque eles não sobem à tribuna para cobrar explicações do presidente Eduardo Cunha sobre as acusações feitas contra ele”, opinou.

Deputados da minoria já sugeriram o afastamento de Cunha, sobretudo por conta do seu status de investigado na Lava Jato e a iminência, ventilada nos bastidores, de uma denúncia do presidente da Câmara ao Superior Tribunal Federal (STF) ainda neste mês. Todavia, o peemedebista já avisou que não deixará o cargo.

(Com Agência Câmara)

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