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Álbum de Figurinhas da II Copa dos Refugiados

07/08/2015 17:10 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:53 -02
Felipe Larozza/Arte: Juliana Lucato/Vice Brasil


No ano passado, a VICE Brasil cobriu a Copa dos Refugiados em São Paulo – e o clima era de festa. Neste ano, o bicho está pegando: técnicos loucões gritando em campo, treta entre jogadores e 18 seleções querendo meter a mão na taça. Futebol é assim.

No próximo sábado (8), no CERET Centro Esportivo, acontece a fase final na qual um dos times será consagrado campeão. Enquanto isso, você curte a história de alguns desses guerreiros, que largaram tudo em seus países em conflito pra tentar a sorte no Brasil. Dê uma sacada no álbum de figurinhas que a VICE criou porque tá lindo demais.

refugiado

Franky Tkesor Bitanga

País: Camarões

Idade: 22

Vivendo no Brasil: 11 meses

"Eu assistia às novelas da Globo e achava que o Brasil era daquele jeito. Quando cheguei aqui, vi que não era bem assim, mas dá pra ganhar um pouco mais de dinheiro do que no meu país. Lá, eu morava com a minha avó e fazia faculdade de física, mecânica e matemática. Não lamento porque tô trabalhando como ajudante. Lavo o chão, lavo panela, vidro. Ganho R$ 900 por mês. Com desconto, eu recebo R$ 750. Não estudo mais porque não dá pra estudar nem pra pagar. Gosto muito de rap. Emicida... o cara é bom demais. Tenho um amigo que fala "O cara é zica!". Gosto do Mano Brown e dos Racionais, do Sabotage, do Falcão do Rappa. Gosto também de sacanagem... não, errei a palavra: sertanejo! Thiaguinho, Alexandre Pires, samba. Eu gosto de tudo. Quero trabalhar um ano, juntar dinheiro, comprar um computador e instalar um programa pra montar música. Não quero só fazer rap. Quero fazer uma música universal que até sua vó vai gostar."

refugiado

Arao Kanga

País: Angola

Idade: 20

Vivendo no Brasil: 6 meses

"Hoje, perdemos de 2 a 0 pra Costa do Marfim. Em Angola, eu jogava futebol na rua. Aqui, torço pro São Paulo. Não lembro o nome do melhor jogador do clube porque na minha casa não tem TV pra assistir aos jogos. Mas o meu preferido do Brasil é o Ronaldo Fenômeno."

refugiado

Al Motaz Sadi

País: Síria

Idade: 28

Vivendo no Brasil: 11 meses

"Nasci na Palestina, mas vivi muito tempo na Síria. Moro na casa de um amigo no Capão Redondo, onde sou professor voluntário num projeto chamado 4YOU2. Dou aulas de inglês, francês e árabe, além de ser fotógrafo. O Brasil é lindo, mas existem altos e baixos. As pessoas são muito amigáveis e legais, mas a falta de segurança e a instabilidade econômica são perturbadoras. Gosto da natureza, da comida, da música. Ouço muito Cazuza, Raul Seixas, Elis Regina. Também gosto de sertanejo, forró e de capoeira."

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