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Para pagar despesas básicas, salário mínimo deveria ser de R$ 3.325, diz Dieese

06/08/2015 13:00 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02
ANDREW ALVAREZ via Getty Images
MARACAIBO, VENEZUELA: People make long lines to buy groceries at a supermarket in Maracaibo, 14 December 2002. Personas hacen largas colas para comprar comida en un supermercado de Maracaibo, el 14 de Diciembre de 2002. Venezuela cumple 13 dias de huelga general que golpea la distribucion de alimentos e insumos de primera necesidad por la falta de trasporte debido a la escasez de combustible y tambien en prevision de un posible desenlace violento a la crisis que enfrenta la oposicion al gobierno de Hugo Chavez. AFP PHOTO/Andrew ALVAREZ (Photo credit should read ANDREW ALVAREZ/AFP/Getty Images)

O preço dos alimentos básicos sofreu uma leve queda em 11 das 18 cidades pesquisadas pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

De acordo com o estudo divulgado nesta quinta-feira (6), cidades como Belém (R$ 339,27), Manaus (R$ 340,84 ), Natal (R$ 293,58) e Recife (R$ 309,38), o conjunto de bens alimentícios básicos -- como leite, açúcar, carne bovina, feijão, arroz, café, pão, farinha, batata, entre outros -- ficaram mais baratos em julho, em comparação a junho.

Já Florianópolis (R$ 376,69), Rio de Janeiro (R$ 372,24), Porto Alegre (R$ 383,22) e São Paulo (R$ 395,83 ) tiveram as maiores altas no preço total dos alimentos.

Em comparação a julho de 2014, todas as cidades apresentaram alimentos mais caros. Na cidade Campo Grande, por exemplo, a alta foi de 18,24%.

Com base na cesta de São Paulo, a mais cara no mês analisado, o Dieese estimou que o salário mínimo necessário para cobrir despesas básicas, como alimentação, educação, saúde, vestuário higiene, transporte, lazer e previdência, deveria ser de R$ 3.325,37 -- 4,22 vezes maior do que o mínimo vigente, que é de R$ 788.

No ano passado, o salário mínimo "ideal" era de R$ 2.915,07 (4,03 vezes o salário mínimo do período).

Horas trabalhadas

Para adquirir os produtos da cesta básica em julho deste ano um brasileiro teve de trabalhar 95 horas e 29 minutos. Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido (após o desconto da Previdência Social), o trabalhador comprometeu 41,18% da renda apenas para adquirir alimentos básicos.

No mesmo mês do ano passado, o comprometimento do salário mínimo líquido foi de 45,48%.

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