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Para fugir da pecha de golpista, PSDB chama manifestação para o dia 16 e troca 'impeachment' por 'novas eleições'

06/08/2015 17:30 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02
Montagem/Estadão Conteúdo

O PSDB apresentou nesta quinta-feira (6) a solução para os problemas do País, na opinião dos integrantes da legenda: novas eleições com apoio popular. Firmes na estratégia de fugir da pecha de golpistas, os tucanos cortaram a palavra impeachment do vocabulário e insistiram que apenas um novo governo, com apoio popular, será capaz de tirar o Brasil da atual crise política e econômica.

De acordo com o líder do partido no Senado, Cássio Cunha Lima (PB), para que essa ideia dê certo é preciso que a população faça uma adesão em massa ao protesto marcado para o próximo dia 16. Segundo o senador Aécio Neves, derrotado nas eleições de 2014, é preciso que o povo brasileiro esteja nas ruas, para externar a indignação com o governo.

"O PT zomba dos brasileiros. Trata o panelaço com ironia. Mas ele nada mais é que a indignação do povo brasileiro", acrescentou o líder do partido.

As declarações de Cássio Cunha Lima e Aécio Neves miram no discurso do vice-presidente Michel Temer, que reconheceu a crise política e disse que é preciso unificar o País, e no programa do PT, que será exibido esta noite. Na propaganda, os petistas ironizam os panelaços. Dizem que o governo PT foi o que mais encheu a panela do povo brasileiro.

"O PT olha para o passado como se não existisse o hoje, quando a panela do povo brasileiro está vazia, e essa panela se manifestará com certeza hoje a noite por todo Brasil que repudia todas as mentiras que foram pregadas", alfineta Cássio Cunha Lima.

O líder enfatiza que concorda com Temer, em relação a necessidade de se encontrar alguém que possa unir o país e encontrar perspectiva para tirá-lo da crise.

"Isso só se constrói através de eleições diretas, onde a sociedade através do voto soberano, de cada brasileiro garantirá a legitimidade, que é indispensável para que possamos unificar o País em torno de um projeto de salvação nacional."

Para ele, o PT perdeu por completo a credibilidade - "aquilo que governo nenhum pode deixar de ter"."Portanto o PSDB continua na defesa da soberania popular, na necessidade de encontrar na nação e no nosso povo por meio da legitimidade do voto a escolha de um novo governo para que possamos tirar o País da crise."

A pressão, na avaliação de Aécio Neves, pode fazer com que a presidente e o vice renunciem. "Seria um serviço que ela faria, abreviaria essa grave crise com sua renuncia, mas não sei se ela tem noção exata."

Em nenhum momento, porém, o senador fala em apoio ao impeachment. Os ataques são todos direcionados ao partido, mas com o argumento de serem dentro do que está previsto na Constituição e com desfecho institucional.

Além do apoio popular, os tucanos apostam na análise que o TCU e a Câmara farão das contas públicas da presidente Dilma e no julgamento do TSE sobre as doações da chapa da mandatária. Eles acreditam que o tribunal eleitoral pode considerar que o financiamento da campanha da petista e de Temer foram contaminados pelas irregularidades investigadas na Operação Lava Jato.

De acordo com informações da operação, propinas de contratos de empreiteiras com a Petrobras resultaram em doações legais para partidos políticos.

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