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Fernando Collor xinga Rodrigo Janot ao discursar no plenário sobre seus bens apreendidos na Lava Jato (VÍDEO)

06/08/2015 13:02 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02

O ex-presidente e senador Fernando Collor (PTB-AL) xingou o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de "filho da p..." em discurso da tribuna do Senado na quarta-feira (5).

Captado pela TV Senado, o comentário, feito em tom de sussurro, ocorreu no momento em que ele dizia ter comprado de forma regular os carros de luxo alvos de uma busca e apreensão na Operação Lava Jato no mês passado.

Collor argumentou ainda que, se houvesse alguma parcela em atraso na aquisição dos automóveis, o fato dizia respeito exclusivamente a ele e à empresa de quem comprou os carros. "Não podendo jamais, em tempo algum, sob risco de uma grave penalização judicial, a quem afirma que tal atraso se deve à falta de recursos escusos, afirmações caluniosas e infames", disse, para em seguida fazer o xingamento.

No pronunciamento, Collor acusou Janot de ter vazado um parecer para a imprensa antes de ele ser remetido ao relator do seu inquérito, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki. Ele disse que não quer ser "personagem involuntário" da campanha eleitoral que se desenvolve no Ministério Público Federal (MPF).

Janot foi o mais bem votado na quarta-feira (5) da lista tríplice da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) para escolher os candidatos a comandar a Procuradoria-Geral da República pelos próximos dois anos.

Em segundo e terceiro lugares, respectivamente, ficaram os subprocuradores Mario Luiz Bonsaglia e Raquel Elias Ferreira Dodge.

Collor cobrou que o Senado assuma sua "responsabilidade institucional" quando for analisar a indicação para o cargo que será feita pela presidente Dilma Rousseff - a tendência é que ela encaminhe à Casa o primeiro da lista.

O jornal "O Estado de S. Paulo" apontou no mês passado que, diante do fato de 13 senadores serem alvos da Lava Jato, três dos quais alvos da busca e apreensão, há um risco de o nome de Janot ser rejeitado pelo Senado em votação secreta.

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