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Dilma tem impopularidade recorde e 66% defendem processo de impeachment, diz Datafolha

06/08/2015 08:55 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02
Estadão Conteúdo

A impopularidade da presidente Dilma Rousseff é recorde entre todos os presidentes avaliados pelo Datafolha desde 1990 e dois terços da população acreditam que o Congresso deveria abrir um processo de impeachment contra a petista, mostrou pesquisa do instituto publicada nesta quinta-feira (6).

Apenas 8% dos entrevistados avaliam o governo Dilma como ótimo ou bom, ante 10% em junho, enquanto 71% acham a administração ruim ou péssima (ante 65%). Para 20%, o governo é regular, 4 pontos percentuais a menos do que no levantamento anterior.

Para 66%, o Congresso deveria abrir um processo de impeachment de Dilma, ante os 63% registrados em abril, quando a questão tinha sido levantada pela última vez pelo Datafolha. Para 38%, Dilma será de fato afastada da Presidência, contra 29% em abril.

Os números publicado pelo jornal Folha de S.Paulo vêm num momento de aprofundamento das crises econômica e política.

De um lado, o desemprego e a inflação estão em alta num quadro de atividade econômica fraca. De outro, avança a Operação Lava Jato, que investiga corrupção na Petrobras, levando à prisão o ex-ministro José Dirceu. Além disso, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) rompeu com o governo.

A impopularidade de Dilma é generalizada, mas o pico dos que veem o governo como ruim ou péssimo está na região Centro-Oeste, com 77%, e na faixa de renda acima dos 10 salários mínimos, com 75%.

Já o melhor desempenho de Dilma está na região Nordeste, mesmo assim com apenas 10% apontando o governo como ótimo ou bom, e entre os que ganham até 2 salários mínimos, também 10%.

O resultado é pior do que a avaliação do ex-presidente Fernando Collor de Mello às vésperas de seu impeachment, quando ele tinha 9% de ótimo/bom e 68% de ruim/péssimo.

As pesquisas Datafolha no governo Sarney (1985-1990) eram realizadas apenas em dez capitais, e por isso não são comparáveis, segundo o instituto. Sarney registrou 68% de reprovação em seu pior momento.

O Datafolha ouviu 3.358 pessoas, entre terça (4) e quarta-feira (5), em 201 municípios. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais.

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