COMPORTAMENTO

19 fotos inspiradoras de mulheres que QUEREM ser chamadas de gordas

05/08/2015 18:52 -03 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
Mariana Godoy Fotografia

Mariana Godoy é fotógrafa, mora em Jundiaí (SP), e quer aprender a amar ainda mais o próprio corpo. “Não sou gordinha, fofinha, sou GORDA”, disse com ênfase em entrevista ao Brasil Post. Para isso, aos 22 anos, ela criou o projeto Empoderarte-me, que une arte, fotografia e a ideia de que se sentir bem na própria pele é possível sim -- e que ser gorda é normal.

empoderarmete

A ideia do ensaio surgiu de forma espontânea. Acatando a sugestão de uma amiga, Mariana resolveu pensar em algo que desconstruísse padrões para montar uma exposição de fotos. Ela então criou um ensaio sensual só com mulheres gordas. Nada de "barrigas negativas", pernas torneadas e modelos extremamente magras.

Assim que a primeira foto do ensaio foi publicada em sua página no Facebook, algumas meninas se ofereceram para participar.

"Acho que inspirei em mim mesma. Eu sou gorda. Eu ainda tenho muitas dificuldades de me aceitar e pra mim é um aprendizado MUITO grande. Receber várias mensagens de meninas que me agradecem por se sentirem representadas deixa meu coração cheio de alegria!", contou.

mariana godoy

(Mariana Godoy à esquerda, de blusa florida posa entre as modelos que posaram para o ensaio)

A profissional registrou, até agora, cinco modelos vestidas apenas de lingerie e sem ela. Em algumas fotos, elas aparecem com os corpos pintados com frases de protesto como "Gorda e saudável", "Meu corpo, minhas regras" e "Tire sua gordofobia do meu caminho que eu quero passar". Para elas, ser gorda é uma luta à favor do amor e da beleza.

Mariana afirma que o ensaio é uma das várias formas de desconstruir ideias equivocadas sobre o corpo da mulher gorda.

"As pessoas querem opinar demais na vida de quem é gordo. Falando que a saúde está com problemas, que é algo feio. Acho que dói muito saber que uma mulher goda é bem sucedida, tem namorado, se veste bem e ainda é saudável. Já vi tantos comentários de mulheres assim e fiquei bem triste".

E completa: "Ontem mesmo estava um pouquinho deprimida com o meu corpo. Dai uma amiga me contou que isso é como se fosse um teste, que talvez eu nasci e seja desse jeito mesmo, pra mostrar para as meninas o quanto esse amor próprio é difícil mas importante. Por isso quero desconstruir essa ideia. Não sou gordinha, fofinha, sou GORDA."

Ela teve problemas para encontrar lingeries do tamanho correto para as modelos. O chamado "mercado plus size" não tem tamanhos que correspondem ao corpo real das mulheres e tem um preço que não facilita, segundo ela.

Outra dificuldade citada por ela foi, justamente, encontrar mais mulheres dispostas a expor o próprio corpo e participar do ensaio.

"Ainda estou fotografando. Não fiz com mulheres negras ainda porque está para acontecer. O projeto se trata de modelos 'reais', com vivências de opressão, de estética, mulheres do dia a dia".

Veja mais imagens do ensaio abaixo:

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Para ver o ensaio completo, visite o site oficial clicando aqui.

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