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03/08/2015 21:15 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02

STF atende pedido de Sérgio Moro e autoriza transferência de Dirceu para Curitiba

Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

O ministro do Supremo Tribunal Federal Luís Roberto Barroso autorizou a transferência do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu para Curitiba. Dirceu foi preso na 17ª fase da Operação Lava Jato, nesta segunda-feira (3), em Brasília, onde cumpre prisão domiciliar pela condenação no mensalão.

No pedido de prisão, o juiz Sérgio Moro, responsável pela investigações do esquema de corrupção na Petrobras pediu ao STF a transferência do ex-ministro para a carcerária da PF no Paraná, onde estão os outros presos na Lava Jato.

Na sentença, Barroso destacou que os trabalhos da operação estão sediados no Paraná. "Entendo que a concentração dos atos de apuração criminal no foro do juízo que supervisiona o inquérito é perfeitamente justificável, na medida em que é lá que se encontram em curso as investigações envolvendo as condutas imputadas ao sentenciado."

No início da tarde, a defesa do petista argumentou ao STF contra a transferência. O advogado Roberto Podval alegou que o ex-ministro sempre se colocou à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos.

“Embora não se invoque, no decreto prisional, a conveniência, às investigações, da transferência do peticionário [Dirceu] a Curitiba, temos que este, desde que teve ciência de que figurava como investigado na Lava Jato, reiteradamente, dispôs-se a ser ouvido em depoimento pelas autoridades, o que nunca foi determinado", alegou o advogado à Agência Brasil.

Dirceu é acusado de ser mais uma vez o mentor de um esquema de corrupção. Para o procurador da República Carlos Fernando dos Santos Lima, não há dúvidas de que o ex-ministro foi "agente instituidor" do Petrolão.

De acordo com as investigações, a empresa JD Assessoria e Consultoria, de Dirceu, recebeu propinas em contratos da estatal com empresas terceirizadas. A Polícia Federal informa que a companhia não possuía condições técnicas para prestar os serviços que alegava executar.

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