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03/08/2015 19:11 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02

7 coisas para perguntar a seus pais antes que eles morram

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Muito tem sido escrito sobre testamentos e recomendações médicas, mas existe uma enorme lacuna em nosso conhecimento sobre outras coisas que envolvem nossos pais e outros familiares idosos — informações que são importantes saber. Aqui estão sete coisas para perguntar a eles agora.

1. Quem são aquelas pessoas nas fotos antigas de família?

Não há melhor momento do que o atual para juntar todas as fotos reveladas e ter certeza de que estão datadas e todos identificados. Uma vez feito isso, faça cópias digitais delas. Os papéis não duram para sempre, tampouco nossas lembranças dos acontecimentos. E não seria bom saber o sobrenome do “Zé” e por que ele e seu avô estavam rindo em seus velhos uniformes do Exército? Aquela antiga foto em preto-e-branco com “verão, 1950” escrito no verso foi tirada perto da praia de Copacabana, onde sua tia-avó morou? Aquela foto de sua avó grávida: estava com sua mãe ou com a irmã dela?

2. De onde viemos?

Não, não é o papo da cegonha! Muitas de nossas famílias emigraram para os países que hoje chamamos de lar. Mas onde estavam antes? Consiga o maior número de detalhes possível sobre a história de sua família com seus parentes idosos, enquanto ainda for possível. Vieram de uma cidade em Portugal ou de uma fazenda em Minas Gerais? Como sua família chegou ao Brasil e quem os trouxe? Seu sobrenome realmente é Oliveira ou foi mudado? Suas chances de recriar a história de sua família oralmente diminuem diariamente.

3. Que histórias de sua família não foram contadas?

Todas as famílias têm alguns segredos guardados no baú — o tio que foi preso por furto; a tia que fugiu quando tinha 15 anos. Quando os acontecimentos são recentes, normalmente são muito sensíveis para serem comentados. Mas, 50 anos depois do ocorrido, as emoções se acalmam e os fatos ainda formam parte da história de sua família. É hora de saber os detalhes que estão faltando. Temos uma amiga que soube recentemente que seu tio tinha se casado antes, e que ela tinha dois primos mais velhos que nunca havia conhecido.

4. Quais foram os melhores momentos?

Recentemente ouvimos alguém falar com carinho sobre o período da Grande Depressão, nos Estados Unidos. Aquela época forçou a família a se aproximar e apreciar o que tinha, uma amiga disse. Compartilhavam o que tinham com os vizinhos e ajudavam uns aos outros. “Não é como hoje”, lamentou. Pergunte a seus parentes sobre momentos específicos dos bons tempos, quando sua família estava com mais força, em seu melhor momento. Você pode se surpreender com as respostas.

5. E quais foram os piores?

As mortes causadas por doenças para as quais agora existe cura; os bebês perdidos em abortos naturais que hoje teriam sobrevivido; os soldados que não voltaram ao lar depois da guerra. As perdas de sua família são parte da história. Assegure-se de conhecê-las.

6. Como seria o mapa da rua de sua família?

O fato de seu pai torcer para o Flamengo não quer dizer que ele tenha morado no Rio de Janeiro. Pesquise os endereços específicos das ruas, com o máximo de detalhes que seus parentes consigam lembrar. Um dia você ou seus netos podem querer conhecer o local onde seu pai nasceu. Em dezembro passado, uma amiga por volta dos 60 anos bateu na porta da casa que tinha sido seu primeiro lar depois de casada, há 35 anos. Três proprietários moraram na casa desde que ela e seu marido a venderam. A árvore de Natal estava no mesmo local, disse.

7. Você consegue preencher os espaços de nossa árvore genealógica?

O diabo mora nos detalhes. Uma tataravó e você podem ter uma linhagem completa de parentes que você desconhecia. Busque os detalhes.

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Este artigo foi originalmente publicado pelo HuffPost US e traduzido do inglês.