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Eduardo Cunha ataca o governo e cobra explicações de advogada que abandonou Lava Jato

01/08/2015 13:26 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02
EVARISTO SA via Getty Images
Chamber of Deputies President Eduardo Cunha of the Brazilian Democratic Movement Party (PMDB) speaks during a hearing with the Parliamentary Commission of Inquiry that investigates accusations of corruption in Petrobras, in Brasilia on March 12, 2015. Dozens of politicians from five parties, including from that of Brazilian President Dilma Rousseff, have been implicated in a corrupt network which laundered $4 billion of Brazil's state oil giant money. AFP PHOTO/EVARISTO SA (Photo credit should read EVARISTO SA/AFP/Getty Images)

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, atacou, por meio de sua conta do Twitter, o governo federal e disse que "não é culpa do Congresso a paralisia da economia, a recessão, os juros elevados e a queda da arrecadação pela situação de descontrole". Ele disse ainda que na Câmara todas as propostas do ajuste fiscal "foram aprovadas de forma célere".

"Tenho absoluta consciência do momento de crise econômica e sempre me pautei por posições contrárias ao aumento dos gastos públicos", disse. O deputado afirmou ainda nesta manhã que a tentativa de colocar em suas costas "uma pauta bomba" para prejudicar as contas públicas não tem o menor sentido. "As medidas que geraram vetos do governo foram fruto de emendas às MPs (Medidas Provisórias), que obtiveram na Camara e Senado maioria e gerou o veto", disse.

Cunha disse que a correção do FGTS não está relacionada com as contas públicas, "pois se trata dos saldos futuros dos depósitos do dinheiro dos trabalhadores". "A correção do judiciário saiu de comissões, em caráter terminativo, sem qualquer recurso do governo para levar ao plenário", afirmou. "Eu nem voto e qualquer matéria que passa só pode se tiver a maioria ou, no caso de PEC, quórum qualificado", afirmou.

Cunha criticou o governo e destacou que não houve corte de gastos, apenas dos investimentos. Segundo ele, o governo poderia ter reduzido o número de ministérios e os cargos de confiança. "Mesmo que para a economia isso não fosse tao significativo, o exemplo seria um importante sinal para a sociedade", disse na rede social, há pouco.

Catta Preta

Sobre a acusação da advogada criminalista Beatriz Catta Preta, que abandonou processos da Operação Lava Jato porque se disse ameaçada por integrantes da CPI, Cunha disse que a Câmara tem a obrigação de interpelá-la judicialmente, para que a advogada informe "quais ameaças sofreu e de quem".

"A sua acusação atinge a CPI como um todo e a Câmara como um todo, devendo ela esclarecer ou ser responsabilizada por isso", disse, ainda pelo Twitter. Cunha disse ainda que determinará à Procuradoria Parlamentar da Câmara que ingresse com a interpelação judicial na próxima semana, independente da CPI.

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