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Vacina para Ebola 'pode ser eficaz', diz OMS

31/07/2015 13:30 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02
FRANCISCO LEONG via Getty Images
A health workers from the Sierra Leone's Red Cross Society Burial Team 7 prepares to remove a corpse from a house in Freetown on November 12, 2014. Red Cross has been providing a Safe and Digified Burial, with teams of 9 or 10 elements including a Beneficiary Communicator, in charge of adressing the community, explaining how to protect from the Ebola virus and reasuring the relatives that all due respect for the dead body and grant them access to the burial. AFP PHOTO/ FRANCISCO LEONG (Photo credit should read FRANCISCO LEONG/AFP/Getty Images)

Pesquisadores europeus afirmaram nesta sexta-feira (31) que uma vacina experimental para o Ebola testada na Guiné "pode ser eficaz" na proteção das pessoas contra o vírus mortífero. Por outro lado, foram levantadas dúvidas sobre a maneira como foi conduzida o estudo.

A vacina, da Merck e da NewLink Genetics e chamada de VSV-ZEBOV, é uma de várias que estão sendo avaliadas para lidar com a epidemia, junto com outros medicamentos.

A epidemia da doença atingiu o oeste africano no ano passado, infectando mais de 27 mil pessoas e matando 11.290, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

No estudo na Guiné, 4.123 pessoas tomaram a vacina, enquanto 3.528 não a tomaram, ficando como grupo de controle. Os resultados, publicados na publicação britânica The Lancet, sugerem que a vacina pode ser bastante eficaz, sem nenhum paciente adoecendo após a vacina. Por outro lado, no grupo dos que não foram vacinados 16 pessoas ficaram doentes.

Pessoas familiarizadas com o assunto disseram que o Food and Drug Administration (FDA) dos EUA havia preparado um comentário crítico sobre o estudo, mas o Lancet não quis publicar esse comentário simultaneamente.

Funcionários dos EUA disseram que pesquisadores mudaram o protocolo durante o teste - o que em geral é preocupante -, ao decidir medir o número de casos apenas após um prazo de dez dias. O diretor de saúde pública e do escritório científico da Merck, Mark Feinberg, disse esperar que a vacina seja desenvolvida a tempo de ajudar no controle da doença.

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