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Estudo explica por que paixões fulminantes têm mais chances de dar errado

29/07/2015 22:15 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02

monica chandler

Estudos acadêmicos podem ser fascinantes... e totalmente confusos. Por isso, decidimos desvendar todos aqueles jargões científicos e explicá-los para você.

As origens

Às vezes namorar é o máximo. Em outras, temos a sensação de que estamos ficando para trás na Olimpíada da Superficialidade — quando você tenta vencer a corrida do romance e se destaca como o candidato mais atraente, mas acaba perdendo para um rostinho mais bonito. Por outro lado, podemos ficar tão envolvidos na busca de um parceiro atraente que deixamos passar ótimas pessoas que não chamam a atenção de nossos olhos instantaneamente. Então, como superar a superficialidade romântica? Um estudo recente dá algumas dicas úteis.

O encontro

Pesquisadores da Universidade do Texas, em Austin, e da Northwestern University reuniram 167 pares de namorados e casados e perguntaram a eles há quanto tempo se conheciam e desde quando tinham uma relação amorosa. A diferença entre os períodos foi medida pelo tempo durante o qual os casais eram amigos ou conhecidos antes de começar a namorar.

Depois disso, os casais foram entrevistados em vídeo para que uma equipe de “codificadores” pudesse “cientificamente” classificar o nível de atratividade de cada parceiro, em uma escala de -3 (nada atraente) a 3 (muito atraente). Para se certificar que a atratividade de um membro do casal não influenciasse as percepções dos codificadores sobre o outro parceiro, os pesquisadores colocaram uma segunda equipe para avaliar cada pessoa enquanto metade da tela ficava coberta, assim apenas um parceiro era visto de cada vez.

Ambos os métodos de avaliação de atratividade produziram resultados semelhantes, e os codificadores acabaram dando notas parecidas para cada pessoa — por isso, as classificações subjetivas foram consideradas como avaliações confiáveis pelos pesquisadores. Provavelmente, essas pessoas eram “convencionalmente atraentes”, já que receberam mais ou menos a mesma reação de um grande grupo de pessoas.

As descobertas

Os casais foram divididos de forma mais ou menos equilibrada entre aqueles que eram amigos antes de começar o namoro (40%) e aqueles que não eram (41%). Os outros 20% dos entrevistados ou não responderam a pergunta ou deram respostas diferentes de seus parceiros sobre se eram ou não amigos antes de começar a namorar (conselho gratuito: comunicação é essencial em relacionamentos).

A principal constatação, no entanto, foi esta: os casais que eram amigos antes de começar a namorar tinham uma maior lacuna no nível de atratividade — ou seja, um parceiro era claramente o que tinha boa aparência, de acordo com os codificadores — do que aqueles que iniciaram o relacionamento logo após terem se conhecido. Os parceiros que começaram a namorar em um prazo mais curto, por outro lado, tinham uma aparência comparativamente atraente.

A conclusão

Sim, vivemos em um mundo superficial que valoriza as aparências, mas há uma maneira de melhorar as regras do jogo: permita que as pessoas o conheçam e se dê um tempo para conhecê-las. Como explicam os pesquisadores, “períodos mais longos de convivência tendem a mostrar impressões românticas que se apoiam bem mais em um desejo único, idiossincrático”, do que apenas na aparência. Pode não parecer, mas as pessoas são mais do que suas partes físicas — e isso realmente importa no mundo das relações amorosas.

Além disso, ter uma amizade antes de iniciar um relacionamento, com todas as expectativas e desejos sexuais que acompanham o namoro, talvez não seja uma má ideia, sendo o paquerador “atraente” ou não.

(Tradução: Simone Palma)

Este artigo foi originalmente publicado pelo HuffPost US e traduzido do inglês.

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