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Cientistas relacionam uso intensivo de redes sociais a problemas de saúde mental em adolescentes

28/07/2015 19:41 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02
shutterstock

Facebook, Snapchat, Instagram, Twitter, Periscope, Whatsapp... Se você tem menos de vinte anos, é alta a probabilidade de que você use ao menos três destas redes sociais. Até porque, de acordo com uma pesquisa recente, os brasileiros são campeões mundiais em tempo gasto em redes sociais. Ficamos 650 horas por mês conectados.

Mas talvez isso não seja bom sinal. Segundo um estudo canadense, o uso frequente de redes sociais está associado a problemas de saúde mental em adolescentes.

Pesquisadores da Ottawa Public Health, agência de pesquisas e programas de saúde da cidade de Ottawa, analisaram 750 estudantes, que responderam a questionários sobre seus hábitos nas redes sociais e saúde mental.

Eles descobriram que estudantes que passam mais de duas horas por dia em redes sociais tinham índices mais altos de ansiedade, depressão, pensamentos suicidas e outros problemas de saúde mental.

Isso quer dizer que as redes sociais causam problemas de saúde mental? Não. É mais provável que seja o contrário: pessoas ansiosas e solitárias têm tendência a passar mais tempo online, à procura de acolhimento.

O que fazer?

O estudo propõe que reprimir o uso de redes sociais por adolescentes não é o melhor caminho.

Ao contrário: a conclusão do estudo é que as redes sociais podem ser um excelente meio de comunicação das instituições de saúde pública para com os adolescentes vulneráveis.

Os pesquisadores também aconselham os pais a ficarem atentos caso os adolescentes passem o dia todo conectados.

"As redes sociais, que alguns podem achar que é um problema, podem ser uma solução", disse Brenda Wiederhold, pesquisadora do Interactive Media Institute, em comentário sobre a pesquisa.

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