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27/07/2015 22:20 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02

Janot faz campanha para permanecer no cargo e fala em evitar ‘retrocesso'

Montagem/Estadão Conteúdo

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, iniciou a campanha pela recondução ao cargo com um discurso pela evolução, o que ele considerou tão importante quanto “não retroceder”. A permanência dele no posto de condutor da Operação Lava Jato, entretanto, enfrenta como resistência o Congresso Nacional.

Os integrantes do Ministério Público montam, por meio de eleição, até o próximo dia 5 uma lista tríplice que será entregue a presidente Dilma Rousseff. É de praxe a presidente escolher o primeiro entre os três indicados. Após a escolha da presidente, o Senado dá a palavra final.

Apesar de estar em campanha pelo cargo entre seus colegas, o procurador-geral tem como principais opositores os presidentes da Câmara e do Senado. Tanto Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que pode usar a força política no Senado, quanto Renan Calheiros (PMDB-AL) foram citados nas investigações de corrupção na Petrobras.

Cunha já se pronunciou repetidas vezes contra o procurador. Argumenta que Janot teria se aliado ao Planalto para forçar provas que o envolvesse no esquema. Já Renan chegou a cogitar a criação de uma CPI do Ministério Público para investigar o procurador.

Campanha

Janot abriu a semana com a participação em uma sabatina com outros cinco candidatos ao cargo. Para defender o mandato que termia em setembro, o procurador defendeu atuação e autonomia de integrantes do MP que respondem a processos disciplinares.

De acordo com a CBN, Janot lembrou que já foi alvo de ameaças e pediu para ser escolhido.

“Quero encaminhar aquilo que comecei, acredito que se não terminar todos esses projetos, é encaminhar esses projetos de maneira que a certeza que o evoluir é tão importante quanto não retroceder."

Um dos adversários de Janot, o subprocurador Carlos Federico criticou a postura a postura do procurador-geral.

“O MP virou um órgão midiático. Não quer dizer que é para deixar de fazer seu trabalho. Faça seu trabalho, mas não de forma midiática. Isso prejudica a relação institucional. Faça rápido. Intensifique o caminho da sua bala. Quando atirar, atire para derrubar, isso minimiza a questão das relações institucionais. Dessa forma, eu pretendo resolver os problemas sim”, disse à CBN.