LGBT
25/07/2015 14:35 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02

Ao lado do presidente do Quênia, Obama defende direitos iguais aos homossexuais

Thomas Mukoya/Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, defendeu neste sábado (25) no Quênia direitos iguais aos homossexuais e comparou com os direitos dos afroamericanos em seu país e com a homofobia nos EUA.

Obama afirmou também que é errado que os cidadãos cumpridores da lei tratem de forma diferente quem eles amam por causa de uma lei. No Quênia, e em muitos países da África, é ilegal ser homossexual e pode levar a 14 anos de prisão.

O presidente dos EUA disse que ele tem sido consistente em pressionar o problema quando ele se encontra com líderes africanos e que ele é "dolorosamente consciente" do que acontece quando um governo trata algumas pessoas de forma diferente.

Obama foi questionado sobre os direitos aos homossexuais durante uma coletiva de imprensa conjunta com o presidente do país, Uhuru Kenyatta. Políticos quenianos tinham advertido Obama a não trazer o tema sobre direitos aos homossexuais durante sua visita ao país.

Em resposta, o presidente do Quênia disse que esta não é uma questão para o seu país "e que o direito dos homossexuais não é o problema mais importante aos quenianos".

O vice-presidente queniano, William Ruto, disse em maio que "não há espaço" para gays no Quênia. Obama, por sua vez, recentemente saudou uma decisão da Suprema Corte dos EUA que permitiu o casamento entre pessoas do mesmo sexo em solo norte-americano.

Obama anuncia US$ 1 bi ao empreendedorismo

Antes, em seus primeiros comentários públicos durante a sua visita de dois dias ao Quênia, o presidente Barack Obama, elogiou a África como uma das regiões de mais rápido crescimento do mundo e anunciou mais de US$ 1 bilhão em compromissos, de empresas governamentais e privadas, para promover o empreendedorismo global. O financiamento virá de bancos, fundações filantrópicas e do governo dos EUA.

Ao discursas no encontro anual de empreendedorismo global, na capital Nairóbi, Obama disse que a metade de US$ 1 bilhão será usado para apoiar os empreendedores jovens e mulheres. O presidente dos EUA citou suas próprias raízes familiares no Quênia ao afirmar que jovens africanos "podem desbloquear soluções para os desafios globais que enfrentamos". "Obviamente, isso é muito pessoal para mim. Há uma razão pelo meu nome ser Barack Hussein Obama. Meu pai veio daqui", disse Obama. "Eu quis vir até aqui porque a África está em movimento", acrescentou.

O presidente espera incentivar o empreendedorismo através de investimentos público privado como forma de estimular o crescimento econômico em lugares como a África. A reunião deste sábado com empreendedores em Nairóbi foi realizada para destacar a inovação na África Subsaariana.

Como parte desse esforço, Obama promoveu uma iniciativa em 2013 para duplicar o acesso da África Subsaariana à eletricidade, chamada de Energia da África. O programa teve um início lento, embora o governo está esperando uma evolução ao longo dos próximos 18 meses. Apenas para a África Subsaariana, Obama anunciou que a Overseas Private Investment Corporation apoiará com US$ 200 milhões para empréstimos bancários e fornecer US$ 50 milhões para ajudar as pequenas empresas que terão um impacto social.

Kenyatta apresentou Obama como "um grande amigo deste continente". "Este país não tem a pretensão de ser perfeito. Mas, sem dúvida, podemos afirmar que houve progresso", disse Kenyatta. Obama deve se reunir novamente com Kenyatta na tarde deste sábado, quando os dois irão realizar uma coletiva de imprensa conjunta antes de ir a um jantar formal do Estado.Obama fará um discurso no domingo, quando é esperado para refletir sobre seus vínculos pessoais com o Quênia. Em seguida, ele segue para uma viagem de dois dias na Etiópia.

(Com Reuters)

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