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24/07/2015 14:04 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02

Com sistema judiciário precário e cortes sem independência, Irã executou mais de três pessoas por dia em 2015

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Sem precedentes: um relatório divulgado pela Anistia Internacional revelou que o Irã executou 694 pessoas entre 1º de janeiro e 15 de julho deste ano.

O número equivale a mais de três pessoas mortas por dia. De acordo com os dados da Anistia, o Irã executou, nos sete primeiros meses de 2015, mais gente do que até o final de 2014. As execuções foram mantidas mesmo no Ramadã, mês considerado sagrado pelos muçulmanos.

A marca também mostra um descompasso do Irã com o resto do mundo: enquanto o número de executados no país pode passar de 1.000 até o final do ano, caso o ritmo seja mantido, 140 países rejeitam a pena de morte seja na lei ou na prática. Em 2015, três países aboliram a pena de morte.

"Enquanto a Anistia Internacional se opõe à aplicação da pena de morte incondicionalmente, e em todos os casos, as sentenças de morte no Irã são particularmente perturbadoras porque são invariavelmente impostas por cortes carentes de independência e imparcialidade."

Não é raro que os detentos no Irã sejam privados da defesa de um advogado na fase de investigação e que os procedimentos de apelação, perdão e comutação da pena sejam feitos de forma totalmente inadequada.

A maioria dos condenados à morte em 2015 receberam a pena por causa de acusações relacionadas ao tráfico de drogas. A lei iraniana prevê pena de morte para quem trafica mais de 5 kg de narcóticos derivados do ópio ou mais de 30 gramas de heroína, morfina, cocaína ou derivados químicos.

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