MULHERES
16/07/2015 17:08 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02

Contra diferença de salários, gravadora dá desconto de 23% para mulheres

Spencer Platt via Getty Images
NEW YORK - JUNE 24: People shop in the Virgin Megastore in Times Square June 24, 2008 in New York City. It has been reported that Vornado Realty Trust and The Related Companies L.P., owners of the Virgin Megastore chain since last September, will be closing both locations in New York City in 2009. Tower Records, an iconic record store for generations of music fans, closed last year in New York. (Photo by Spencer Platt/Getty Images)

A M’lady’s Records, gravadora de Portland, nos Estados Unidos, que se intitula “radicalmente feminista”, descobriu uma maneira inteligente de tentar equilibrar as contas entre seus clientes.

Um relatório elaborado pelo Departamento de Estatísticas para o Trabalho da Casa Branca, recentemente divulgado, descobriu que as diferenças salariais entre homens e mulheres ainda segue vivo por lá. Em média, as mulheres recebem 77% do salário de um homem que ocupe a mesma função. Ou seja: para cada dólar recebido por um homem, uma mulher recebe apenas US$ 0,77.

Sabendo de tudo, o que fez a M’lady’s? Agiu com racionalidade. Portanto, desde o começo desta semana, o catálogo indie e punk da gravadora tem desconto permanente para clientes mulheres.

E como está rolando? “A decisão foi muito bem recebida, sem queixas. Embora isso possa ter a ver com o fato de termos avisado que os caras que reclamassem teriam de pagar em dobro”, contou Brett Lyman, o fundador da gravadora, em entrevista ao site da NPR.

E onde vem essa ideia de tentar interferir na disparidade de maneira direta? “Estamos cansados de gravadoras apenas sendo estas instituições pequeno-burguesas que realmente não têm muito impacto em suas comunidades. A maioria só parecem inertes para mim; exercícios curatoriais vagos enraizados em ganhar dinheiro ou pacificar alguma sub- cultura paroquial”.