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13/07/2015 20:29 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:40 -02

Cunha vai desenterrar contas da época do Collor para analisar as de Dilma

Montagem/Estadão Conteúdo

No mesmo dia que o advogado-geral da União, Luis Inácio Adams apresentou a linha de defesa das “pedaladas fiscais”, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou que pretende iniciar o próximo semestre, em agosto, com a votação das contas pendentes de governos anteriores.

Ao fazer essas análises, o peemedebista abre espaço para a apreciação das contas de 2014, que estão sob julgamento no Tribunal de Contas da União (TCU). O governo tem até o próximo dia 22 para explicar as manobras fiscais, com recursos de bancos públicos.

Depois do julgamento pelo tribunal, o Congresso dá o parecer final. Pode aprovar ou rejeitar. De acordo com o G1, segundo levantamento da Secretaria Geral da Mesa da Câmara, há 16 processos para análise. Há processos das gestões de Fernando Collor de Mello, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácia Lula da Silva, além da presidente Dilma Rousseff.

As irregularidades nas contas do governo têm sido usadas pela oposição como argumento para falar em impeachment. O senador Aécio Neves (PSDB-MG), derrotado nas eleições presidenciais do ano passado, por exemplo, já afirmou que, se comprovada a manobra, o partido pode usá-la para sustentar o pedido de impedimento da mandatária.

A declaração de Cunha vai na contramão da expectativa do correligionário, o vice-presidente Michel Temer. O peemedebista tem dito que o recesso seria capaz de amenizar os ânimos e diluir o discurso pró-impeachment.

"Eu tenho combatido isso. Isso é impensável (saída da presidente). Tenho a impressão de que temos esta semana ainda um pouco agitada e depois, vem o recesso, que é um momento para as pessoas meditarem um pouco. Com certeza o recesso serve para arrefecer tudo isso", afirmou. Segundo Temer, "não é bom para o País" ficar falando em afastamento da presidente.

(Com informações do Estadão Conteúdo)