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11/07/2015 13:31 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:40 -02

Perguntamos a um físico teórico como a viagem no tempo da franquia 'Exterminador do Futuro' funciona

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Segundo o mito de Hollywood, o Exterminador original apareceu para James Cameron num sonho. Quer dizer, Cameron disse uma vez que teve uma febre nos anos 80 e imaginou um robô assassino de esqueleto cromado. Mas... e a trama sobre um soldado que viaja no tempo numa missão para matar um inimigo no presente? Isso ele roubou – sim, roubou no sentido legal – de um velho episódio de A Quinta Dimensão, escrito pelo fodão da ficção científica Harland Ellison. Porém, no processo de criar um amálgama entre o novo e o emprestado, ele colocou em movimento uma das tramas de viagem no tempo mais elaboradas e contínuas da história do cinema.

A trama deveria ser simples: Sarah Connor dará à luz o escolhido que lutará contra as máquinas, mas o homem-máquina do futuro não vai parar até fazer o aborto mais invasivo já imaginado para impedir isso. Infelizmente, a série só pode continuar se complicações forem sendo acrescentadas à premissa.

Por exemplo, o segundo filme adicionou uma prega ao conceito fechado do primeiro, informando que, apesar de o bebê de Connor ter nascido, partes do robô que continuaram no presente garantiram que o Dia do Julgamento, o pontapé inicial da guerra com os robôs, ainda vai acontecer. A máquina de EdF 2, por outro lado, veio de muito longe para acabar com a eventualidade do Dia do Julgamento de uma vez por todas. No entanto, o problema com a expressão "uma vez por todas" é que EdF 3 era uma ideia rentável; então, os roteiristas zoaram com o tempo e a Skynet milagrosamente conseguiu botar novamente seu plugue na tomada.

Para entender como essa lambança de viagem no tempo funciona, liguei para o físico teórico da Caltech, escritor e consultor de ciência para o Exterminador do Futuro: Gênesis, Sean Carroll. Ele me ajudou a colocar o universo cinematográfico do Exterminador de volta nos eixos, já que eu perdia o fio da meada depois que o raio atinge a bunda pelada do Arnold.

[AVISO: Tem muitos spoilers da franquia Exterminador do Futuro nesta entrevista editada.]

VICE: Como cientista, o que você acha da ciência nessa franquia no geral?

Sean Carroll: Sem dúvida, é uma grande bagunça, sério, o que é muito comum em filmes sobre viagem no tempo. Acho que é muito raro que filmes assim se esforcem para manter as coisas consistentes. Eles vão se desenrolar do jeito que os roteiristas querem para chegar do A ao B, e bagunçar as linhas do tempo é um jeito de fazer isso.

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