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10/07/2015 15:53 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:40 -02

Eleições: Crise política vai fazer o PT suar a camisa em 2016, avalia petista

Montagem/Estadão Conteúdo/Câmara dos Deputados

O prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho (PT), acredita que a atual crise que atinge o governo da correligionária, presidente Dilma Rousseff (PT), terá reflexos nas eleições municipais para a legenda no ano que vem. Contudo, diz que isso não será o fator essencial para o bom ou o mau desempenho dos candidatos petistas nas urnas.

"O PT não está disputando vida ou morte nessas eleições municipais, talvez uma vitória que seria mais tranquila poderá ser mais suada, mas não creio que será um teste para nós porque o PT é um partido forte e consolidado", disse Marinho.

Na sua avaliação, as eleições municipais terão uma dinâmica diferente e irão depender mais do trabalho realizado pelos gestores da legenda do que de outros fatores, como o eventual apoio de padrinhos políticos, como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que teve protagonismo na eleição de seu afilhado político, o prefeito da Capital, Fernando Haddad, em 2012.

"A força do Lula continua, eu diria até algo que não vai acontecer, mas se acontecesse de derrubarem a Dilma hoje, Lula se elegeria presidente, mas, as eleições municipais (de 2016) dependerão basicamente do trabalho das lideranças locais, não vai ter a figura dos padrinhos políticos fazendo o diferencial.”

Operação Lava Jato

O petista também acredita que a Operação Lava Jato pode decidir o futuro do País. Segundo ele, o risco de quebra das empreiteiras investigadas "é de uma irresponsabilidade econômica ímpar”.

Na avaliação dele, o juiz Sérgio Moro, que conduz as investigações do esquema de corrupção na Petrobras, está atropelando as normas jurídicas, rasgando a Constituição e colocando de joelhos as instâncias superiores na condução da operação.

"É uma opinião de leigo, evidentemente, apesar de eu ser bacharel (em Direito), não estudei os processos, mas como cidadão eu vejo de forma espantosa como um juiz de primeira instância possa colocar de joelhos as instâncias superiores da forma como tem feito. Parece até encomenda e é preciso que as instâncias superiores assumam a responsabilidade por este processo. É um absurdo que delatores A, B ou C acusem alguém sob tortura.”

O prefeito diz que, de acordo com informações de bastidor, "está havendo tortura (na prisão em Curitiba, onde estão os detentos dessa operação) não só psicológica". E nessas condições, diz ele, os delatores têm o direito de mentir.

"Sugiro que os senadores (da oposição que foram à Venezuela para tentar visitar os presos políticos do regime de Nicolás Maduro) façam uma comissão e, em vez de ir à Venezuela, vejam o que está acontecendo em Curitiba, que é muito mais perto. Estou muito mais preocupado com o que pode acontecer com as empresas investigadas nessa operação do que com o arroto do PSDB.”