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09/07/2015 17:20 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:38 -02

No BRICs, Dilma diz estar 'tranquila' com queda nas bolsas da China

ALEXANDER NEMENOV/AGENCE FRANCE PRESSE/ESTADÃO CON

A queda de 6% nas bolsas chinesas que acendeu um alerta nos países dependentes da economia daquele país não abalou a presidente Dilma Rousseff. Em entrevista aos jornalistas brasileiros na Rússia, onde participa de reunião dos BRICs, a presidente se disse “tranquila” e afirmou que o cenário não preocupa o Brasil.

“Achei o presidente (da China, Xi Jinping), nessa questão, bastante tranquilo, não mostrava nenhuma grande preocupação a esse respeito, inclusive, assim, com clareza a respeito de que o mercado ia recuperar, a China tem suficiente recursos para assegurar isso. E a gente sabe como que é que funcionam mercados financeiros, não é? Eu estou bastante tranquila."

Ela também minimizou a previsão de maior retração econômica do Brasil, feita pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

“Acho que o mundo está passando por um processo bastante complicado. Todas as estatísticas do FMI estão reduzindo para baixo, todas, em qualquer lugar do mundo. Vários países passam por crises muito graves. O Brasil, eu acredito, tem uma característica específica: nós, de fato, estamos passando por um momento extremamente duro. (…) e estamos fazendo e trabalhando diuturnamente para sairmos rápido dessa crise."

Reajuste aposentados

A presidente também antecipou que tende a vetar a Medida Provisória 672, que determina a prorrogação da fórmula de cálculo do salário mínimo e o extende a regra às aposentadorias e pensões. Ela antecipou, no entanto, que pode apresentar uma nova proposta. Segundo Dilma, a situação é similar à do Código Florestal, texto aprovado em 2012 pelo Legislativo e que sofreu nove vetos por parte do Executivo.

"Vou lembrar do Código Florestal. Muitas vezes nós vetamos, mas vetamos e botamos uma proposta na mesa. Vou dar outro exemplo: fator previdenciário. Vetamos e botamos uma proposta na mesa."

A decisão representa mais uma derrota para o governo, já que o impacto da medida, estimado em R$ 9,2 bilhões, é considerado insustentável para o programa de ajuste fiscal comandado pelo Ministério da Fazenda. Ainda assim, a presidente não quis anunciar desde já, na Rússia, se pretende de fato vetar a medida, como indicou o líder do PT no Senado, Delcídio Amaral.