COMPORTAMENTO

Por que rosa é cor 'de menina' e azul, 'de menino'?

08/07/2015 10:16 -03 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
Reprodução

Não tem a ver com biologia ou psicologia, e sim com marketing. Até o fim do século XIX, tintura de tecido era cara, então os pais não se preocupavam com isso.

A definição das cores "certas" para cada gênero surgiu só no início do século 20. E era o inverso da atual! Um catálogo de roupas dos EUA de 1918 dizia que o rosa, por ser mais forte, era adequado aos garotos. E o azul, por ser delicado, às garotas.

Foi só entre 1920 e 1950 que as lojas começaram a sugerir azul para eles e rosa para elas, como forma de agitar as vendas. Essa imposição social tem sido reforçada desde então. "A afinidade com alguma cor não determina personalidade ou sexualidade", diz a psicanalista Fani Hisgail.

Tudo é unissex

Outros estereótipos que não fazem o menor sentido:

Vestido é coisa de menina: Até o fim do século 19, crianças pequenas de ambos os sexos usavam essa peça, que facilitava os movimentos e a higiene. (Uma foto de 1884 registra o futuro presidente dos EUA, Franklin Roosevelt, então com 2 anos, de vestidinho). Mulher usar calça também é algo novo: surgiu só com a Revolução Industrial, no século 19

Boneca é coisa de menina: Uma pesquisa de 2010 feita pela Universidade de Cambridge com bebês de 1 ano mostrou que quase a mesma quantidade de meninos e meninas indicava preferência por bonecas. A partir dos 2 anos, os garotos passavam a curtir carrinhos. A conclusão do estudo foi a de que o gosto por brinquedos é adquirido socialmente, e não algo inato. Em 1927, a revista Time chegou a publicar uma tabela indicando quais lojas dos EUA sugeriam azul para meninos e quais sugeriam rosa

Alhos e bugalhos: Não confunda sexo, gênero e orientação sexual. O órgão genital determina o sexo: masculino ou feminino. Conforme a pessoa desenvolve sua personalidade, percebe o gênero com o qual se identifica: homem ou mulher. Por fim, a orientação sexual é a atração física e afetiva por alguém do mesmo sexo (homossexual), alguém do sexo oposto (heterossexual) ou pelos dois (bissexual).

FONTES Sites Pink Is for Boys, The Telegraph, The Guardian e Cracked

CONSULTORIA Laura Nelson, neurocientista; João Ângelo Fantini, psicólogo e psicanalista


Imagens nostálgicas da Internet