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30/06/2015 20:02 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:34 -02

Grécia não paga dívida de 1,6 bilhão de euros e se torna o primeiro país desenvolvido a dar calote no FMI

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Pro-Euro protesters gather in front of the parliament building in Athens on June 30, 2015. Thousands of people rallied in Athens on Tuesday in support of a bailout deal with international creditors, which has been rejected by Prime Minister Alexis Tsipras, leaving Greece on the brink of default. AFP PHOTO / LOUISA GOULIAMAKI (Photo credit should read LOUISA GOULIAMAKI/AFP/Getty Images)

A Grécia bem que tentou estender o prazo para pagar a dívida de 1,6 bilhão de euros ao FMI (Fundo Monetário Internacional) para evitar um calote, mas não teve jeito.

Com o prazo expirado à meia-noite no horário de Bruxelas (19 horas em Brasília), a Grécia foi o primeiro país desenvolvido a dar calote no fundo.

O diretor de comunicações do FMI, Gerry Rice, confirmou o calote por meio de nota e disse que só concederá novo financiamento ao país quando a dívida for quitada.

"Informamos nosso Comitê Executivo de que a Grécia está agora em atraso e que só pode receber financiamentos do FMI uma vez que as pendências estejam sanadas."

Mais cedo, o governo da Grécia havia apresentado uma proposta para um acordo de dois anos com o fundo de resgate da Zona do Euro, com o objetivo de cobrir as necessidades financeiras do país.

Mas os ministros das Finanças da Zona do Euro, o Eurogrupo, rejeitaram o pedido de última hora de estender o pacote.

Com o pedido negado, o governo grego fez o último apelo: pediu ao FMI para adiar o pagamento da parcela para o mês de novembro. Novamente, a proposta não obteve sucesso.

O adiantamento permitiria à Grécia evitar o calote com o FMI, que agrava uma situação financeira já crítica com gastos públicos elevados e descontrole de contas.

O país recebe assistência financeira desde 2010. No total, o FMI e os parceiros europeus já emprestaram 240 bilhões de euros.

(Com informações da Agência Brasil e Estadão Conteúdo)