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29/06/2015 20:27 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:34 -02

Ministério Público do PR responsabiliza Beto Richa por massacre de professores

Agência Brasil/Flickr
Governador do Paraná, Beto Richa, durante sabatina na Comissão de Constituição e Justiça de Luiz Edson Fachin, indicado pela presidenta Dilma Rousseff para ministro do STF (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) entrou, nesta segunda-feira (29), com ação de improbidade administrativa contra o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), pela ação policial durante uma mobilização de professores, no Centro Cívico, em Curitiba, em 29 de abril. Segundo informações da Gazeta do Povo, o governador foi acionado por omissão e por não ter impedido os excessos policiais. Ele também é citado pelo apoio administrativo e pelo respaldo político estadual à ação policial.

Além de Richa, o Ministério Público também cita o ex-secretário de Segurança Fernando Francischini, o ex-comandante da PM César Vinícius Kogut, o ex-subcomandante Nerino Mariano de Brito e o tenente-coronel Hudson Leôncio Teixeira. Segundo o MP-PR, entre as irregularidades cometidas pelos requeridos estão "excesso de força e gastos indevidos".

Ainda de acordo com o jornal, para embasar a ação pública, o MP-PR ouviu 580 pessoas em 33 cidades do estado. O órgão conseguiu coletar 530 gigabytes de imagens do episódio com pessoas, imprensa e entidades públicas que estiveram no local no dia do confronto. O anúncio da ação do MP acontece exatamente dois meses após o episódio.

Por sua vez, por meio de nota, a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) lamentou o comportamento da comissão nomeada pelo Ministério Público para a investigação. A PGE diz que não teve acesso aos autos da investigação, mesmo depois de ter apresentado o requerimento para ter acesso à investigação. "Tão logo a PGE tome conhecimento do teor da investigação agirá em defesa dos interesses do Estado".