COMPORTAMENTO
24/06/2015 23:20 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:32 -02

Só mais alguns meses e você poderá usar o Tinder dos maconheiros

Eduardo Verdugo/AP
In this Aug. 29, 2013 photo, a marijuana plant grows in a hydroponics garden inside an apartment in Mexico City. Pot aficionados are growing high-potency boutique pot with around 15 to 20 percent THC, the high-generating component of marijuana, compared to 3 to 8 percent in the Mexican brick weed more commonly sold here and north of the border. (AP Photo/Eduardo Verdugo)

Ninguém gosta de ser julgado. Nem os maconheiros.

A Sandra Harmon, 76, espécie de conselheira amorosa para os americanos, entendeu bem isso. Tanto que a ideia dela é botar no ar um site de relacionamentos batizado por ela mesma como M-Date. E o que vai rolar lá? Muita coisa. De blogs de relacionamentos a indicações de lojas para os internautas adquirirem produtos relacionados com a maconha. É aí que a coisa fica interessante.

A própria Sandra já sofreu bastante em seus romances por conta do interesse pela erva. Ao Village Voice, veículo fundado por Norman Mailer (outro maconheiro de responsa), ela conta que já topou várias vezes com homens que torciam o nariz por ela ser usuária. E para não sofrer mais e ajudar muitas outras pessoas, surgiu a ideia do M-Date. O site deve estar no ar em setembro deste ano ainda.

Nos Estados Unidos já existe o JDate (para judeus) e o FarmersOnly (para agricultores). E com descriminalização bombando por todo país era hora de alguém tomar uma atitude. Também ao Village, a Sandra afirmou que pelo menos 100 pessoas já a procuraram interessadas em se inscrever no site.

Segundo um estudo do governo local, pelo 14 milhões de americanos fumam maconha frequentemente. E pesquisas recentes mostraram que 33% dos casais do país acabaram se conhecendo online. Não é difícil ver que o M-Date tem boas chances de dar certo. Muito certo.