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22/06/2015 12:22 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:32 -02

O que supremacistas brancos dos EUA estão dizendo na internet sobre o atentado na igreja da Carolina do Sul


stormfront

As autoridades da Carolina do Sul já prenderam Dylann Storm Roof, o homem de 21 anos que supostamente matou nove pessoas a tiros numa histórica igreja negra na noite de quarta-feira. Os detalhes sobre sua vida ainda estão emergindo, mas o motivo parece bem claro depois que um sobrevivente do ataque transmitiu a mensagem de ódio do atirador.

"Tenho de fazer isso", teria dito Roof para as vítimas, todas negras. "Vocês estupram nossas mulheres e estão tomando o país, vocês precisam sumir."

Há 19 grupos de ódio ativos na Carolina do Sul atualmente, segundo o Southern Poverty Law Center (SPLC). Um desses grupos é parte da Nação do Islã, e outro foca exclusivamente na discriminação contra indivíduos LGBT. Mas os demais são ramificações da Ku Klux Klan ou nacionalistas brancos, xenófobos, neonazistas e simpatizantes neoconfederados. Nenhum desses grupos assumiu ligação com Roof ainda – apesar de o atirador ter sido fotografado usando uma jaqueta com as bandeiras da África do Sul da era apartheid e da Rodésia (hoje Zimbábue), o que sugere que ele tem visões racistas muito tradicionais.

Isso traz a questão: o que os supremacistas brancos assumidos estão dizendo sobre o atentado?

Não existe um Porta-Voz Oficial do Racismo dos EUA, mas há vários lugares onde essas pessoas se reúnem para compartilhar suas opiniões. O Stormfront – que a SPLC considera o maior site de ódio da internet – está ativo desde os anos 90 em várias formas. Temos também o Vanguard News Network (VNN), lançado em 2000 como o lugar para gente que nega o Holocausto e neonazistas que gostam de falar merda livremente.

Veja o que alguns dos usuários desses fóruns têm a dizer:

Stormfront

White Virginian:

"Claro, sou muito contra atos hediondos de violência. Mas um cara branco fazendo um atentado é um evento grande porque acontece muito raramente. Os negros fazem tiroteios assim todos os dias nas maiores cidades dos EUA."

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