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19/06/2015 19:11 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:32 -02

Cunha defende debate sobre intolerância religiosa no projeto que torna Cristofobia crime hediondo

Montagem/Estadão Conteúdo

O debate na Câmara dos Deputados sobre o projeto que quer tornar a Cristofobia crime hediondo está prestes mais força com os últimos episódios de intolerância religiosa.

O debate foi retomado após o apedrejamento de uma menina que deixava um culto no Rio de Janeiro e o assassinato de um médium. Em reação a estes fatos, o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou que este é um bom momento para “penalizar ou coibir aqueles que praticam atos de violência contra quem exerce sua crença religiosa, qualquer que seja ela”.

Cunha ressaltou que já há uma proposta para condenar aqueles que não respeitam insígnias religiosas tramitando na Casa. Ao G1, ele disse que “não compactua com qualquer tipo de agressão a quem pratica sua crença religiosa”.

Condeno veementemente isto. Isso não faz parte de prática cristã e tem que ser punido veementemente.”

O projeto que aumenta o rigor da pena para quem comete a Cristofobia - crime de “ultraje a culto e impedimento ou perturbação de ato a ele relativo” - é de autoria do líder do PSD, deputado Rogério Rosso (DF). O texto foi apresentado no dia seguinte à Parada Gay de São Paulo, na qual houve um protesto com a encenação da crucificação de Cristo.