NOTÍCIAS
19/06/2015 20:17 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:32 -02

7 motivos para não deixar de assistir a segunda temporada de 'True Detective' (GIFs)

***ATENÇÃO: spoilers da 1ª temporada de "True Detective"***

Rust Cohle, Marty Hart e Carcossa marcaram tanto, que a segunda temporada de "True Detective", com estreia marcada para este domingo (21) na HBO, ganhou a responsabilidade de ser tão instigante, sobrenatural e apaixonante quanto.

Tivemos acesso aos três primeiros episódios desta "nova fase" da série antes da estreia: elenco, abertura, trilha sonora, história e até diretores estão completamente diferentes. O que não mudou foi a atmosfera intensa, nublada, marcante e extremamente humana da série -- o que faz desta segunda temporada algo promissor. Serão oito episódios, o último marcado para ir ao ar no dia 9 de agosto.

Aqui estão 7 bons motivos para você não deixar de assistir "True Detective":

1. Agora as mulheres NÃO são vítimas...

Enquanto a primeira temporada da série destacou as mulheres como vítimas, em papéis secundários (investigação sobre o assassinato de mulheres, crianças, até a relação de Hart com sua família) e foi chamada de misógina por alguns críticos, agora Nic Pizzolatto parece ter encontrado o caminho certo para representar as mulheres.

As atrizes Rachel McAdams e Abigail Spencer, dão força à esta segunda temporada interpretando mulheres que não deixam sua feminilidade de lado, são determinadas e têm voz ativa -- em uma atmosfera extremamente masculina. Mas, como contraponto, o universo de prostituição e violência é existente.

2. Rachel McAdams é quem dita as regras!

A personagem Ani Bezzerides, interpretada por Rachel McAdams, é uma detetive do município de Ventura -- com problemas ligados à raiva, sexo e relacionamentos. Ela comanda a principal investigação da trama ao lado de Ray Velcoro, personagem de Collin Farrell. Dia após dia, ela enfrenta a opressão do universo policial, dominado por homens. McAdams abandona a atuação "água com açúcar" e encara uma mulher intensa e grandiosa o suficiente para pertencer à atmosfera de "True Detective".

3. Vince Vaughn convence (mesmo!)

Vaughn é a surpresa desta temporada. Após construir carreira em papéis cômicos em filmes como "Os estagiários", "Com a bola toda" e "Penetras bons de bico", Vaughn surpreende no papel de Frank Semyon, um empresário criminoso, que se envolve com o principal assassinato da trama. Imagine uma interpretação má, séria, no estilo mafioso. O que ajuda o clima a ficar bem tenso. Bem tenso.

4. Colin Farrell é pura instabilidade

Colin Farrell interpreta Ray Velcoro, um veterano da polícia que se acomoda na corrupta cidade-satélite (fictícia) de Vinci. Ele tem o clássico problemas com bebidas e uma personalidade extremamente corrompida pela violência e subversão. Além disso, sua relação com a ex-mulher e o filho é complicada e determina a sua vida sentimental.

5. "Temos o mundo que merecemos"

Enquanto antes o jargão era "o mundo precisa de caras maus", agora a trama tem foco na frase "nós temos o mundo que merecemos". A trama desta temporada começa, de fato, quando um cadáver é encontrado em um parque à beira da estrada, entre Los Angeles e a cidade costeira de Ventura, que une três policiais em uma investigação.

6. Não tem comparação...

A primeira temporada da série policial escrita por Nic Pizzolato foi uma das mais elogiadas de 2014: teve quatro indicações ao Globo de Ouro e venceu cinco categorias do Emmy, incluindo melhor direção para Cary Fukunaga. Mas, agora, você vai querer quer Rust e Marty apareçam no meio da trama. Mas isso... não vai acontecer (desculpe-nos).

Pelo menos nos primeiros episódios, não espere momentos em que frases emblemáticas como “time is a flat circle” ("o tempo é um círculo plano", em tradução livre). Principalmente porque nenhum dos personagens fala ou tem os trejeitos de Matthew McConaughey.

Não. Nenhum dos personagens tem sotaque texano. Apesar de a química original dos personagens de McConaughey e Woody Harrelson não estar presente, a série continua com uma narrativa policial vi-ci-an-te e diálogos bem... intensos. Desta vez, o sobrenatural é substituído pela violência pura.

7. A abertura tem até Leonard Cohen

Sim. Sim. Mil vezes sim. A abertura está tão f*da quanto a da primeira temporada. Só que melhor. As animações fantasmagóricas entre tons de preto, roxo e cinza acompanham a voz de Leonard Cohen, em "Nevermind". Você pode ouvi-la aqui.

BÔNUS: você vai sentir saudade de Rust Cohle...

... e de Marty Hart também.

LEIA MAIS:

- Em festa morna e tediosa, Emmy consagra "Breaking Bad"

- Inagaki: "Como evitar spoilers (ou: a arte de ser sensual sem ser vulgar)"