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18/06/2015 16:54 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:32 -02

Em discurso após ataque na Carolina do Sul, Obama pede que acesso às armas seja revisto

Twitter/AP

O presidente dos EUA, Barack Obama, se manifestou nesta quinta-feira (18) a respeito do ataque contra uma igreja em Charleston, na Carolina do Sul.

"Nós ainda não sabemos de todos os fatos, mas sabemos que, mais uma vez, pessoas inocentes foram mortas em parte porque alguém que queria fazer o mal não teve problemas em conseguir uma arma."

Segundo os investigadores, Dylann Roof abriu fogo dentro da histórica Igreja Metodista Episcopal Africana Emanuel. No momento, membros da comunidade estavam reunidos em uma sessão de estudos bíblicos. O jovem, que ficou uma hora dentro do local antes de começar a atirar, matou nove pessoas e deixou pelo menos mais uma ferida.

Segundo um tio de Roof - que foi preso nesta quinta -, ele ganhou uma pistola calibre 45 do pai em abril deste ano, quando completou 21 anos. Ele foi descrito como um jovem calmo e introspectivo.

Além de lamentar o incidente e afirmar que agora é hora de "ficar de luto e curar as feridas", Obama foi enfático sobre e necessidade da revisão das leis que permitem o acesso às armas nos EUA.

"Em algum momento, como país, teremos que nos deparar com o fato de que esse tipo de violência em massa não acontece em outros países desenvolvidos. Isso não acontece em outros lugares com tanta frequência. E está em nosso poder fazer algo a respeito."

A Carolina do Sul, palco do ataque, tem leis bastante permissivas em relação à posse de armas de fogo. Para comprar uma arma no estado basta atender alguns pré-requisitos. Diante disso, nem mesmo uma autoridade policial pode negar o registro. Apenas seis estados norte-americanos tem legislações mais permissivas e não exigem nenhuma licença para o porte de arma.

O direito à posse de armas está garantido pela Segunda Emenda da Constituição americana.

Infeliz coincidência

Nesta quinta-feira o jornal The Charleston Post and Courier chamou de "infeliz coincidência", o fato de que junto com a manchete do diário - que falava sobre o ataque à igreja - havia um adesivo promocional de uma loja de armas.

O papal anunciava promoções de pistolas, munição e proteção para olhos e ouvidos.

O jornal afirmou que apenas alguns exemplares, que iriam para a casa de assinantes, receberam a peça promocional. "Pedimos desculpas aqueles que se sentiram ofendidos".