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'Nature' divulga ranking de relevância na ciência; Brasil lidera América Latina

17/06/2015 21:01 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:32 -02
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Nesta quarta (17), a Nature, considerada a mais prestigiosa revista científica do mundo, divulgou o "Nature Index Global", ranking de países que mais publicaram artigos em publicações científicas de prestígio.

O Brasil foi o país que se saiu melhor na América Latina: ficamos em 23ª posição, à frente da Argentina (30ª) e do Chile (32ª). No cenário global, ficamos atrás de Índia e Rússia, mas à frente de Noruega e Finlândia. Veja, abaixo, um resumo do ranking:

1. Estados Unidos

2. China

3. Alemanha

4. Reino Unido

5. Japão

6. França

7. Canadá

8. Suíça

9. Coreia do Sul

10. Espanha

(...)

22. Áustria

23. Brasil

24. Polônia

25. Finlândia

Considerando apenas os latino-americanos classificados, o ranking fica assim:

1. Brasil (23)

2. Argentina (30)

3. Chile (32)

4. México (34)

5. Uruguai (56)

6. Colômbia (58)

7. Panamá (59)

8. Peru (67)

9. Costa Rica (70)

10. Equador (73)

11. Venezuela (75)

12. Cuba (78)

13. Bolívia (91)

O relatório para a América Latina mostra que o Brasil está publicando mais -- em 2014, foram 715 artigos, 45 a mais que em 2013 -- mas isso só aumentou nosso índice de impacto científico em 1.4%. A China, segunda colocada, cresceu 16%, por exemplo.

Nossas publicações nas revistas científicas consideradas para a pesquisa se multiplicaram por sete em vinte anos, mas nossa produção ainda é irregular.

A Nature também cita a dependência de financiamento público para desenvolver pesquisas no Brasil, e a concentração geográfica das produção científica no Sudeste -- USP, Unesp, Unicamp e UFRJ são as quatro universidades que figuram no top 10 das instituições latino-americanas.

Metodologia

O índice utilizado para medir o impacto científico de cada país é o WFC (contagem fracionada ponderada), medida que pondera a quantidade de autores de cada país e o número de instituições de pesquisa envolvidos em cada artigo. Só foram considerados 68 periódicos considerados como de grande impacto, e os artigos foram divididos em química, ciências da vida, ciências físicas e ciências ambientais.