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15/06/2015 14:25 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:31 -02

Joseph Blatter pode voltar atrás e não deixar a presidência da Fifa se 'candidato convincente' não aparecer

Arnd Wiegmann/Reuters

O presidente da Fifa, o suíço Joseph Blatter, pode estar mudando de ideia quando o assunto é deixar o comando da entidade máxima do futebol. A informação veio de duas fontes diferentes nos últimos dois dias e desenha um cenário bem diferente daquele de duas semanas atrás, quando Blatter anunciou que deixaria o posto.

Em entrevista à rede de TV Sky News, o jornalista Klaus Stoehlker, que foi conselheiro de Blatter durante as eleições do mês passado, disse que o suíço pode mesmo reverter a sua decisão de sair caso não apareça um “candidato convincente” para substituí-lo.

As palavras do conselheiro vão ao encontro a uma reportagem do jornal suíço Schweiz am Sonntag, que publicou no domingo (14) a notícia com base em informações de uma fonte próxima a Blatter. De acordo com a publicação, o apoio de cartolas da África e da Ásia e a ausência de um nome que possa unir os associados animaram o atual presidente da Fifa.

“Blatter é o presidente eleito da Fifa. É difícil encontrar alguém igual a ele. Blatter construiu uma organização que se tornou uma empresa global, altamente bem sucedida”, comentou Stoehlker ao Schweiz am Sonntag. O jornal disse ainda que a saída do diretor de comunicação da Fifa, Walter De Gregorio, teve relação com essa nova ideia de Blatter em seguir no cargo.

Procurada, a Fifa se recusou a fazer comentários sobre as reportagens sobre o assunto.

A saída de Blatter foi informada por ele mesmo no dia 2 de junho, poucos dias após conquistar a reeleição. O suíço, porém, não usou a palavra ‘renúncia’ e não há nenhuma regra no estatuto da Fifa que o proíba de voltar atrás em sua decisão de sair, já que ele foi legalmente conduzido ao posto.

Há ainda a expectativa de que uma nova eleição ocorra em dezembro deste ano, em uma nova reunião de cartolas de todo o mundo da Fifa, que enfrenta o seu maior escândalo após as investigações deflagradas por autoridades dos Estados Unidos e da Suíça, envolvendo pagamentos de propinas a altos executivos da entidade.

(Com Reuters)

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