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28/05/2015 10:48 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:13 -02

Organizações lançam Plataforma Brasileira de Política de Drogas para discutir e rever política vigente no País

RAUL ARBOLEDA via Getty Images
A youngster smokes marijuana during a march for the legalization of cannabis in Medellin, Antioquia department, Colombia on May 5, 2012, as part of the 2012 Global Marijuana March which is being held in hundreds of cities worldwide. AFP PHOTO/Raul ARBOLEDA (Photo credit should read RAUL ARBOLEDA/AFP/GettyImages)

Será lançada nesta quinta-feira (28), em São Paulo, a Plataforma Brasileira de Política de Drogas.

"A plataforma reúne organizações, ONGs e movimentos sociais que desejam uma visão mais voltada para a saúde pública e para os direitos humanos na política de drogas no Brasil", explica o coordenador de relações institucionais da PBPD, Gabriel Elias.

Ao todo, 28 organizações compõem a plataforma. Segundo Elias, nem todos os membros tem posições convergentes quanto a regulamentação do comércio e do consumo de drogas no País. Todos eles, no entanto, concordam que a política deve ser baseada na saúde pública e nos direitos humanos, e não na repressão.

"A gente não defende a elaboração inicial de um 'plano perfeito' que deve ser aplicado na sociedade. O que queremos é o diálogo entre os atores da sociedade civil, as instituições e o governo."

Além da plataforma, será lançada também a campanha “Da Proibição nasce o Tráfico”. A iniciativa busca estimular um debate em torno dos danos sociais causados pela proibição das drogas e utiliza ilustrações criadas por cinco cartunistas brasileiros – Angeli, Laerte, André Dahmer, Arnaldo Branco e Leonardo.

Segundo informações da PBPD, a campanha visa "estimular o debate e demonstrar como o modelo de “guerra às drogas” falha em seu principal objetivo: diminuir o consumo de psicotrópicos e garantir segurança e bem-estar".

De acordo com Gabriel Elias, a PBPD atua em três frentes. A primeira delas é a coordenação científica, que busca dar visibilidade à produção acadêmica na área. "Defendemos que a política tem que ser responsável e embasada cientificamente, por isso essa forte atuação com pesquisadores e acadêmicos", explica.

Há também as relações institucionais que visam, no plano nacional e internacional, dialogar com instituições e pautar discussões sobre o tema. Por fim, o diálogo com meios de comunicação busca "intervir no diálogo público para qualificar o debate".

O evento é aberto ao público, e acontece das 19h às 21h, nesta quinta-feira, na Faculdade de Direito da USP (Largo São Francisco, 95, centro de São Paulo).