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27/05/2015 19:50 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:13 -02

'Hoje é um dos piores dias da história da FIFA', diz Luís Figo

luís figo

Uma semana depois de desistir da candidatura à presidência da Fifa, o português Luis Figo voltou a criticar a entidade máxima do futebol. Horas após a prisão de sete dirigentes esportivos em Zurique (Suíça), onde estavam para a abertura do congresso da Fifa, o ex-jogador reforçou sua posição contra a eleição da próxima sexta-feira.

"Quem gostar de futebol, quem o sentir como eu sinto, tem que marcar o dia 26 de maio de 2015 como um dos piores dias da história da Fifa. Volto a afirmar o que disse na semana passada: o que está agendado para sexta-feira em Zurique não é uma eleição. Há agora muito mais gente que concorda comigo. Caucionar (amparar) este plebiscito é um erro", escreveu Figo, em sua conta oficial no Facebook.

Quem gostar de futebol, quem o sentir como eu sinto, tem de marcar o dia 27 de Maio de 2015 como um dos piores dias da...

Posted by Luís Figo on Quarta, 27 de maio de 2015


Único adversário do atual presidente Joseph Blatter na eleição da Fifa, o príncipe jordaniano Ali bin al-Hussein disse mais cedo que as prisões demonstram que o futebol mundial precisa de uma nova liderança.

Já a Uefa pediu que a votação não ocorra diante das prisões e do escândalo de corrupção desta quarta-feira. A Fifa insiste que não vê motivos para adiar o processo e a CBF também defende que a votação ocorra.

Blatter é franco favorito para conquistar um quinto mandato presidencial na eleição da Fifa, nesta sexta. Na semana passada, Figo e o presidente da Federação Holandesa de Futebol, Michael van Praag, desistiram de suas candidaturas.

Conmebol e Concaf

A Conmebol e a Concacaf, entidades que regem o futebol nas Américas, também emitiram comunicados nesta tarde garantindo apoio às investigações lideradas pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que têm um dos focos na propina paga por contratos associados à Copa América e à Copa Libertadores

Em comunicado, a Conmebol afirma que "repudia todo ato de corrupção" e que "apoia, de forma irrestrita, as investigações iniciadas e aquelas que vierem a se iniciar, seja na Fifa, Conmebol, Concacaf, ou outras organizações do futebol, a respeito de supostos atos irregulares".

A entidade que gere o futebol sul-americano se compromete a colaborar "aberta e enfaticamente" com as investigações. A Conmebol também afirma que vai respeitar, em qualquer circunstância, a declaração de inocência ou de culpabilidade das pessoas envolvidas. Por fim, a confederação garante que vai prezar pela vigência da verdade, da ética e transparência nas atividades da Fifa, da Conmebol e nas federações nacionais associadas.

Já a entidade que rege o futebol das Américas Central, do Norte e Caribe se disse consternada pelas prisões desta quarta-feira e diz que continuará cooperando com as autoridades em toda sua capacidade. "No momento, a Concacaf não está em posição de fazer comentários adicionais" e que continua suas operações normais, organizando torneios como a Copa Ouro.

Jack Warner, ex-presidente da Concacaf e presidente da Federação de Futebol de Trinidad e Tobago, e Nicolás Leoz, ex-presidente da Conmebol e ex-presidente da Federação Paraguaia, que não estavam em Zurique quando a operação foi deflagrada, também foram indiciados.

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