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21/05/2015 09:40 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:12 -02

Reivindicando ajuste salarial e melhores condições de trabalho, funcionários de Metrô e da CPTM devem parar no dia 27

Montagem/Estadão Conteúdo/Reprodução Facebook

Os trens da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) devem parar na próxima quarta-feira (27). Essa foi a deliberação conjunta de três sindicatos que representam os ferroviários e do sindicato dos metroviários, em assembleias realizadas na quarta-feira (20). Dessa forma, todas as linhas da região metropolitana podem parar, com exceção da Linha 4, que não é operada pelo Metrô.

CATEGORIA DECIDE FAZER GREVE NO DIA 27/5A assembleia dos metroviários ocorrida em 20 de maio decidiu por unanimidade...

Posted by Sindicato dos Metroviários de São Paulo on Quarta, 20 de maio de 2015


Novas assembleias foram marcadas para a véspera da greve, na terça-feira. Ainda ontem, a Secretaria dos Transportes Metropolitanos do Estado lamentou, em nota, o que chamou de "decisão arbitrária" dos sindicatos. "Embora se respeite o direito de greve, a paralisação do sistema metroferroviário prejudicará mais de 7,5 milhões de usuários que utilizam diariamente a rede de trilhos paulista para chegar ao trabalho, à escola, ao médico e à rede hospitalar, entre outros compromissos."

O presidente do Sindicato dos Ferroviários de São Paulo, Eluiz Alves de Matos, disse que a paralisação foi a única saída encontrada diante do fracasso nas negociações. "Vínhamos discutindo desde março e a única proposta deles é para reajustar o salário de acordo com o menor índice de inflação do período", afirmou.

Os ferroviários pedem reajuste de 7,89% para cobrir a diferença da inflação, mais 10% de aumento real, além de mudanças nos valores de vale-refeição e vale-alimentação e um montante maior a ser recebido pelos funcionários no Programa de Participação nos Resultados (PPR). A CPTM oferece 6,65% de aumento no salário.

Metrô

Os metroviários cobram uma melhor proposta de reajuste salarial após a Companhia do Metropolitano de São Paulo ter oferecido aumento de 7,21%. A categoria quer mais de 17%, entre compensação por inflação e aumento real.

No ano passado, a paralisação dos serviços do Metrô aconteceu às vésperas da abertura da Copa do Mundo, causando problemas no deslocamento da população. O protesto durou cinco dias e ficou marcado pelas imagens do confronto entre policiais e trabalhadores. Além disso, 40 funcionários acabaram demitidos pelo governo por participarem dos atos. A reintegração desses funcionários é cobrada pelo sindicato.