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15/05/2015 14:17 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:12 -02

Fernando Haddad é chamado de ‘burguês' e é cobrado por moradores da Favela do Moinho (VÍDEO)

Reprodução/Facebook

O prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) foi alvo de protestos de moradores da Favela do Moinho na noite desta quinta-feira (14), durante evento na Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP). Promessa de campanha do petista, a comunidade aguarda pela regularização e da chegada de serviços básicos, como água, luz e esgoto.

Questionado por representantes dos moradores, Haddad disse que “da forma que está” a Favela do Moinho, é impossível levar os serviços pedidos pela comunidade. “Nem o lixo vocês conseguem resolver...”, rebateu um dos manifestantes ao dialogar com o prefeito, Caio Castor. O petista apontou que existem “dificuldades” e que há servidores trabalhando para equacionar a questão.

“Ou a gente se debruça sobre um plano de intervenção de água, luz e esgoto que não é a prefeitura quem vai executar... você viu o plano? Não é possível executar daquela forma”, afirmou Haddad, sob protestos do grupo presente a favor da regularização da área, que conta hoje com uma população estimada de 2,5 mil pessoas.

Moinho cobra Haddad, Prefeito Gourmet em aula sobre "direito à cidade" na Puc-Sp. Mais uma vez o prefeito mente, se contradiz e não responde quando vai colocar luz, água e esgoto no Moinho.#FavelaDoMoinhoResiste#NossaLutaNãoCabeNaSuaUrna

Posted by Favela do Moinho on Sexta, 15 de maio de 2015


Resolver os problemas no Moinho é uma promessa de campanha de Haddad. Em dezembro do ano passado, ele esteve na favela e afirmou, na ocasião, que obras teriam início após a segunda quinzena de janeiro de 2015, conforme informou o portal Terra.

De acordo com reportagem da Rede Brasil Atual, o prefeito da capital reforçou que parte do problema repousa na necessidade de remover parte dos moradores atuais.

E não é só: a posse do terreno onde fica a comunidade, no bairro Campos Elíseos, sob o viaduto Orlando Murgel, ainda está sendo disputada na Justiça, segundo o G1. Os moradores requerem a posse por usucapião, mas a compra da área em 1999, para o pagamento de dívidas do IPTU, está sob judice até hoje.

O que os moradores contestam são as muitas reuniões com a prefeitura e seus representantes, e nenhum resultado prático em melhorias para a população local. Para Haddad, é preciso que se pressione não só o prefeito, mas também outras instâncias – tanto Sabesp quanto a Eletropaulo são autarquias ligadas ao governo do Estado.

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