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12/05/2015 14:52 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:12 -02

Doleira da grana na calcinha, Nelma Kodama usa versos de Roberto Carlos para explicar romance com Alberto Youssef

Montagem/Estadão Conteúdo

“Neste mundo desamante

só você amada amante

faz o mundo de nós dois

amada amante.”

Foi com essa expressão “amada amante”, no tom de Roberto Carlos, que a doleira Nelma Kodama explicou carinhosamente a sua relação com o doleiro Alberto Youssef aos deputados da CPI da Petrobras.

Questionada pelo deputado Altineu Côrtes (PR-RJ) se ela foi amante de Youssef, Nelma fez uma ampla defesa do seu conceito de amante.

“Depende do que o senhor chama de amante. Eu vivi maritalmente com ele. Amante é uma palavra que engloba tudo, né? Ser amiga, companheira. Uma coisa bonita.”

Ela contou que viveu “maritalmente" com Alberto Youssef entre 2000 e 2009 e em seguida arrancou risos dos integrantes da comissão que acompanhavam o depoimento ao cantar um trecho da música de Roberto Carlos.

A reação de Nelma não agradou o presidente do colegiado. O deputado Hugo Motta (PMDB-PB) fez um alerta e pediu respeito.

"Senhora Nelma, nós não estamos em um teatro. Eu gostaria que a vossa senhoria se detenha a responder as perguntas mantendo a ordem e o respeito ao Congresso Nacional que neste momento está aqui fazendo a CPI.”

Euros na calcinha

Além de revelar o romance, à CPI da Petrobras, Nelma também fez um desabafo e disse que se sente injustiçada. A doleira, que ficou conhecida por estar fugindo com dinheiro na calcinha, negou a fuga e explicou que levava o dinheiro no bolso da calça.

"Eu me sinto injustiçada porque fui presa no dia 14 de março, que eu estava indo a Milão, não estava fugindo do país”. (…) É de conhecimento de todo mundo que existem notas de 5 euros, 10 euros, 50 euros, 100 euros, 200 euros e 500 euros. Então, 200 mil euros significa um pacotinho assim e um pacotinho assim."

Delação premiada

A doleira se recusou a responder dos deputados, alegando estar negociando uma delação premiada. Não quis falar, por exemplo, das acusações a Youssef, como a de que o doleiro teria organizado um assalto – declaração feita por ela e captada em um grampo telefônico da Operação Lava Jato.

Nelma Kodama disse à CPI que tem consciência dos crimes que cometeu, mas reclamou da pena de 18 anos, por evasão de divisas e lavagem de dinheiro, imposta a ela no ano passado pelo juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba.

“Eu não me sinto injustiçada, mas não concordo com a dosimetria da pena”, disse aos deputados da comissão. É um dos motivos, segundo ela, que motivou seu interesse em fazer uma delação premiada, acordo que está sendo negociado com a Justiça.

(Com Agência Câmara)